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Vendida ao Sheik romance Capítulo 132

Maisha

Depois que falei com Adir e Zayd, voltei para casa completamente exausta.

Tomei um banho demorado, tentando organizar meus pensamentos, e vesti o pijama. Meu corpo estava cansado, mas minha mente não parava.

Eu estava deitada quando o celular começou a tocar.

Quando vi o nome de Pashir na tela, meu coração disparou imediatamente. Minhas mãos tremeram.

Atendi no terceiro toque, tentando manter a voz firme, mas falhei no primeiro segundo em que ouvi a dele.

Ligação

Maisha:

— Oi…

Pashir:

— Estou na porta da sua casa. Precisamos conversar. Sobre a gravidez.

Engoli em seco.

Maisha:

— Me dá um minuto… vou colocar uma camisa por cima do pijama e já desço.

Pashir:

— Tudo bem.

Ligação encerrada.

Subi rapidamente ao quarto, vesti uma camisa larga por cima do pijama e desci.

Ele estava parado ao lado do carro, mexendo no celular. Quando me viu, guardou o aparelho no bolso. Seu rosto estava sério, fechado.

Pashir:

— Entra.

Seguimos até uma das residências privadas dele na cidade.

Um lugar discreto, silencioso.

Assim que entramos, me sentei no sofá, passando a mão pelo rosto, nervosa. Ele ficou em pé por alguns segundos antes de se sentar à minha frente.

Maisha:

— Eu não achei que você viria tão rápido.

Pashir:

— Isso não é algo que se deixa para depois.

Ele me encarou.

— Precisava ouvir de você.

— Então fala.

Respirei fundo.

Eu não podia chorar. Não ali.

Maisha:

— Antes de qualquer coisa, eu preciso deixar claro que eu não engravidei de propósito.

— Eu me cuidava.

— Usávamos proteção.

— Eu também tomava anticoncepcional.

Respirei fundo.

— Eu não sei exatamente como aconteceu.

— Se eu não tivesse feito exame de sangue e ultrassom, eu mesma acharia impossível.

Levantei o olhar para ele.

— Você pode pedir DNA quando for seguro.

— Eu não tenho nada a esconder.

Minha voz ficou mais baixa.

— Eu só não quero que essa criança seja tratada como um erro.

— Eu quero que ela tenha um pai presente.

— Mesmo que você não esteja comigo.

Continuei:

— Eu não vou atrapalhar sua vida, nem seu relacionamento.

— Mas eu não tenho condições de criar esse bebê sozinha.

Ele respirou fundo, passando a mão pela barba, claramente incomodado.

Pashir:

— Eu vou ser direto.

Ele falou sem rodeios.

— Eu não vou me separar da Khandra para ficar com você.

Assenti imediatamente.

Maisha:

— Eu nunca pensei nisso.

Pashir:

— Em relação ao bebê, você não precisa se preocupar.

Ele continuou:

— Eu posso cuidar financeiramente de tudo.

— Casa, despesas, médicos.

— Tudo.

— Você não vai passar necessidade.

Foi ali que eu interrompi.

Maisha:

— Pashir… isso não resolve tudo.

Ele franziu a testa.

Pashir:

— Como assim?

Endireitei a postura.

Minha voz saiu firme.

Maisha:

Pashir:

— Não por pressão.

— Não por aparência.

Ele continuou:

— Mas porque é o certo a se fazer.

— Você está carregando meu filho.

— Eu não vou permitir que você seja desrespeitada.

— Nem que essa criança cresça com um peso que não deveria carregar.

Minha voz saiu baixa.

Maisha:

— Eu não quero tirar nada de ninguém.

— Não quero humilhar nenhuma mulher.

Pashir:

— E não vai.

Ele se sentou novamente.

— Eu vou conversar com a Khandra.

— Ela vai saber de tudo.

Ele continuou:

— O casamento será discreto.

— Feito da maneira correta.

— Você terá seu lugar.

— Seu nome respeitado.

— E os direitos do seu filho garantidos.

Ele olhou diretamente para mim.

— Isso não é desrespeito.

— É responsabilidade.

Respirei fundo, sentindo as lágrimas finalmente caírem.

Maisha:

— É tudo o que eu queria.

— Dignidade para mim e para o meu filho.

Pashir:

— Você vai ter isso.

Quando ele se levantou para ir embora, eu sabia que nada seria simples dali para frente.

Mas, pela primeira vez desde que vi aquele exame positivo, eu senti algo que não sentia há semanas:

segurança.

Independentemente do que viesse depois, meu filho não nasceria à margem de nada.

Ele nasceria reconhecido, protegido e assumido.

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