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Vendida ao Sheik romance Capítulo 133

Narrado por Lara

Depois que minha família embarcou de volta pro Brasil, o silêncio dentro da casa ficou diferente.

Não era mais o silêncio do desprezo. Era um silêncio de paz. Um tipo de vazio que não doía — pelo contrário, acalmava.

As empregadas se movimentavam em passos leves, como se até elas sentissem que algo tinha mudado. Os corredores pareciam mais largos. O ar, mais leve. Pela primeira vez desde que eu pisei em Dubai, eu sentia que esse lugar era meu. E não apenas um castelo de vidro onde eu vivia vigiada por todos.

Khaled ficou mais presente do que nunca. Ele passou a dormir comigo todas as noites. Me acordava com café da manhã na varanda. Mandava flores para o meu quarto.

E eu escolhi mesmo.

Escolhi ele.

Escolhi a nossa vida. E o nosso filho.

Hoje era o dia do ultrassom morfológico. Já tínhamos passado da metade da gestação. O bebê mexia muito, principalmente de madrugada, e toda vez que Khaled colocava a mão na minha barriga, parecia que o nosso filho — ou filha, até então — respondia com um chute de volta. Ele sorria como uma criança toda vez que isso acontecia. E, secretamente, acho que ele torcia por um menino.

Eu também.

Mesmo sem dizer em voz alta.

Nos arrumamos cedo. Khaled escolheu ele mesmo minha roupa. Um vestido de tecido leve, cor areia, que moldava o corpo, sem apertar a barriga. Prendeu meu cabelo num coque simples e me chamou de “minha rainha do deserto”.

Entramos no carro de vidro fumê com dois seguranças e seguimos até a clínica particular no centro da cidade. O consultório era todo decorado em tons de dourado e branco. Silencioso. Luxuoso. E a médica já nos esperava.

Khaled não soltou minha mão em momento algum.

Deitamos na maca, e ela começou o exame. O som do coraçãozinho preencheu o ambiente, batendo forte, rápido, saudável. Eu senti os olhos se encherem de lágrimas sem nem perceber. Porque agora, com tudo mais calmo, eu conseguia sentir. E sentir doía... mas também curava.

Dra. Maysoon: O bebê está ótimo, batimentos fortes, crescimento dentro do esperado. Já querem saber o sexo?

Olhei pra Khaled. Ele sorriu, apertou minha mão e assentiu.

Khaled: Queremos.

A médica mexeu o aparelho, apertou alguns botões. Até que parou.

Dra. Maysoon: Parabéns... é um menino.

Por um segundo, tudo parou. Meus olhos se arregalaram, e antes que eu pudesse reagir, Khaled já estava de pé, me beijando a testa, os olhos marejados de emoção que ele jamais confessaria.

Khaled: Um príncipe... nosso príncipe...

Ele colocou o colar em mim com todo cuidado, depois me puxou devagar para o colo dele. Ficamos ali, abraçados, em silêncio.

Khaled: Prometo que ele nunca vai passar pelo que você passou. Ele vai ser amado. Vai ser protegido. E vai crescer sabendo que a mãe dele é a mulher mais forte que eu já conheci.

Encostei a cabeça no peito dele, ouvindo os batimentos calmos e estáveis.

Lara: E eu prometo que ele nunca vai ver o pai dele como um monstro. Vai ver você como o homem que salvou a mãe dele... mesmo quando ela nem queria ser salva.

Ele riu, aquele riso grave que vibrava no meu peito.

Khaled: Eu te salvei?

Lara: Salvou. E agora você me pertence, Khaled Al-Saud. Pra sempre.

Ele me puxou mais forte contra o corpo dele e sussurrou no meu ouvido:

Khaled: E eu pertenço a você, minha rainha. Pra sempre.

Naquela noite, adormeci nos braços do homem que me comprou como mercadoria... e me devolveu como mulher.

E agora, juntos, a gente criaria um rei.

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