Nayla
Tive uma noite complicada com Adir — e nem estou falando no sentido bom, estou falando no sentido ruim mesmo.
Comecei a passar mal no meio da noite, de repente. Ficamos praticamente acordados até o amanhecer, eu vomitando tudo o que tinha comido no evento da noite anterior — e nem tinha sido muita coisa.
Ele ficou extremamente preocupado.
Quando finalmente consegui dormir, o dia já estava claro. Nem sei se ele chegou a descansar ou se simplesmente levantou e foi resolver as coisas do trabalho, porque eu nem percebi quando ele saiu.
Ainda estava deitada na cama quando ele entrou no quarto.
Ele me encarou com seriedade, abriu um pequeno sorriso e perguntou:
Adir:
— Então… já está melhor?
Ele cruzou os braços.
— Fiquei muito preocupado com você. Acho que deveríamos ir ao hospital.
Nayla:
— Deve ter sido alguma coisa que eu comi.
Suspirei.
— A cozinha da casa é impecável, mas às vezes o corpo simplesmente reage mal.
Forcei um sorriso.
— Não faça essa expressão como se algo grave estivesse acontecendo. Eu estou bem.
Adir:
— Nós praticamente não dormimos a noite inteira e você quer me convencer de que está tudo bem?
Ele balançou a cabeça.
— Sinceramente, eu preferia que você fosse agora mesmo a uma clínica e fizesse todos os exames necessários.
Nayla:
— E se descobrirem alguma coisa, você vai conseguir continuar com seus compromissos de hoje?
Levantei uma sobrancelha.
— Receber seus aliados, organizar a recepção, lidar com tudo isso?
Balancei a cabeça.
— Eu não quero te preocupar desnecessariamente.
Respirei fundo.
— Que tal eu ir ao hospital amanhã cedo? Depois que tudo terminar.
Levantei a mão.
— Eu prometo que vou.
— Mas tenho quase certeza de que não é nada.
Adir:
— É exatamente esse tipo de frase que costuma dar problema.
Nayla:
— Por favor!
Ri de leve.
— Não diga uma coisa dessas.
— Ainda tenho muita coisa para viver.
Olhei para ele com um sorriso divertido.
— Quero ver Amir crescer e se tornar um homem respeitável.
— Quero ver você finalmente me pedindo em casamento…
Inclinei a cabeça.
— E eu ainda decidindo se aceito.
Adir:
— Casamento?
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Você ainda nem respondeu se vai morar comigo.
A voz dele ficou levemente provocativa.
— Estou começando a achar que você não está tão apaixonada assim.
Nayla:
— Eu estou completamente apaixonada por você.
Sorri.
— Completamente.
Passei a mão pelo cabelo.
— Mas eu ainda não conversei com Amir.
Suspirei.
— Ele quase nunca para em casa e, quando aparece, você aparece também…
Olhei para ele com um sorriso malicioso.
— E eu acabo esquecendo de qualquer conversa séria.
Continuei:
— Vou falar com ele e depois te dou uma resposta.
Segurou meu cabelo enquanto eu vomitava até não ter mais nada no estômago.
Quando terminei, ele estava ainda mais sério.
Adir:
— Chega.
Ele falou com firmeza.
— Tome um banho agora.
— Nós vamos ao hospital.
Ele cruzou os braços.
— E eu não aceito um “não” como resposta.
— Se for necessário, eu cancelo todos os compromissos de hoje.
— Isso não é normal.
Suspirei.
Nayla:
— Está bem.
Levantei as mãos em rendição.
— Eu me dou por vencida.
Passei a mão no rosto.
— Vomitar é horrível.
— Me dê alguns minutos para tomar banho e nós vamos.
Adir:
— Estou esperando.
Tomei um banho demorado, lavei o cabelo, escovei os dentes e coloquei um vestido simples.
Ainda não me mudei oficialmente para a casa dele — pretendo fazer isso em breve, mas antes preciso conversar com Amir.
Quando saí do quarto, Adir já estava esperando na porta.
Adir:
— Vamos?
Nayla:
— Vamos.
Suspirei.
— Antes que eu desista da ideia de ir ao hospital.
— Só de pensar em médico já me sinto cansada.

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