Nayla
Chegamos ao hospital e praticamente não precisei esperar. Assim que viram Adir comigo, a recepção rapidamente nos encaminhou para atendimento.
As pessoas costumam olhar para ele como se fosse o homem mais perigoso do mundo.
Mal sabem que quem realmente manda na situação sou eu.
A médica começou a fazer várias perguntas, inclusive sobre o meu ciclo menstrual. Fui respondendo tudo com naturalidade, dizendo que estava tudo bem comigo, que até então minha menstruação era…
Quando ia dizer que era regular, alguma coisa travou na minha cabeça.
Espere.
Quando foi a minha última menstruação?
E pior… eu não tive cólica este mês.
Meu estômago gelou imediatamente.
Nayla:
— Eu… eu não lembro exatamente da minha última menstruação.
Passei a mão na testa.
— Não lembro de ter menstruado este mês. Para ser sincera, se aconteceu, meu mês foi tão corrido que talvez eu simplesmente não tenha prestado atenção.
A médica me observou com atenção, anotou algo na ficha e respondeu com calma.
Médica:
— Nesse caso, a primeira possibilidade que precisamos descartar é gravidez.
Ela continuou explicando com tranquilidade.
— Vamos solicitar alguns exames para verificar se você está grávida ou não.
Meu coração começou a bater mais rápido.
Nayla:
— Meu Deus…
Respirei fundo.
— Mas doutora, eu tomo anticoncepcional corretamente. Uso injeção e nunca atraso a aplicação.
A médica inclinou a cabeça.
Médica:
— Você aguardou os quinze dias após a aplicação para ter relações sem preservativo?
Ela continuou:
— A injeção só começa a fazer efeito completo depois desse período.
Na mesma hora minha mente foi longe.
Muito longe.
Lembrei exatamente do dia… do momento… da pressa… da falta de cuidado… e da certeza de que nós não esperamos os quinze dias recomendados.
E ele ainda tinha terminado dentro de mim.
Meu Deus.
Eu estou grávida.
Nayla:
— Pensando bem…
Passei a mão no rosto.
— Existe uma grande possibilidade de eu estar grávida.
Respirei fundo.
— Eu tive relação sem proteção antes do período de segurança da injeção e realmente não lembro da minha última menstruação.
Suspirei.
— Sendo sincera, eu prefiro estar grávida do que descobrir que estou doente.
Sorri nervosa.
— Então acho melhor fazermos logo o exame para tirar essa dúvida.
A médica pensou por alguns segundos antes de responder.
Médica:
— Ao invés de fazer apenas o exame de sangue, que demora um pouco mais para ficar pronto, podemos fazer um ultrassom agora.
Ela explicou:
— É rápido e já conseguimos verificar se existe uma gestação.
Meu corpo inteiro gelou.
Nayla:
— Eu posso chamar o Adir que está lá fora?
Respirei fundo.
— Eu não quero passar por isso sozinha.
Olhei para ela com sinceridade.
— Se eu realmente estiver grávida, acho que vou entrar em pânico.
A médica sorriu levemente.
Médica:
— Claro. Pode chamá-lo.
Fiz um sinal com a mão.
Adir me olhou com a sobrancelha arqueada antes de entrar.
Adir:
— Já terminou a consulta?
Engoli em seco.
Nayla:
— Existe uma grande possibilidade de eu estar grávida.
Nayla:
— Eu estou tentando ficar calma…
Respirei fundo.
— Mas não está sendo fácil.
A médica nos chamou para a sala de ultrassom.
Entramos.
Segurei a mão de Adir com força.
Ele apertou a minha de volta.
Troquei de roupa e me deitei na maca.
Quando o gel frio tocou minha barriga, eu me arrepiei.
A médica passou o aparelho sobre meu abdômen e ficou alguns segundos em silêncio.
Então levantou os olhos e sorriu.
Médica:
— Aqui está o bebê de vocês.
Meu mundo parou.
Nayla:
— Meu Deus…
Minha voz saiu quase em um sussurro.
— Eu estou grávida.
Levei a mão ao rosto.
— Eu realmente vou ter um filho.
Adir se inclinou e beijou minha testa.
A voz dele estava emocionada.
Adir:
— Está tudo bem.
Ele apertou minha mão.
— Eu estou aqui.
Ele olhou para a tela novamente.
— Eu amo você…
Fez uma pausa.
— E amo o nosso bebê.
Naquele momento, eu soube de uma coisa com absoluta certeza:
Minha vida nunca mais seria a mesma.

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