Leila
Quando eu vi Adir chegando do evento, dei um sorriso contido. Logo depois, vi Nayla chegando com o irmão Amir e a cunhadinha dela. Aquilo me embrulhou o estômago. Mas fazer o quê? Em eventos como esse, todo mundo finge elegância enquanto planeja o caos.
Peguei o celular e liguei para a mulher que havíamos contratado. Ela não tinha nada do perfil comum da região — era exatamente o tipo que circulava entre a elite: aparência refinada, roupas caras, postura de quem frequenta hotéis cinco estrelas. Para completar o plano, pedi que Imara descesse para buscá-la discretamente.
Em seguida, liguei para Jairo, um dos homens de confiança que transitava entre os bastidores do evento.
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Ligação
Leila: Jairo.
Jairo: Fala, Leila.
Leila: A convidada especial acabou de chegar. Preciso que você cuide de duas coisas:
primeiro, deixe a bebida preparada como combinamos.
Segundo — e isso é importante — precisamos de dois convites oficiais para o evento.
Jairo: Convite não é fácil, você sabe disso. Aqui só entra quem tem nome ou autorização.
Leila: Eu sei. Por isso estou falando com você. Esses convites precisam sair do sistema, discretos, como se sempre tivessem existido. Ninguém pode questionar.
Jairo: Você está me pedindo coisa grande.
Leila: Eu estou te pedindo eficiência. Depois disso, você deixa Adir isolado no lounge reservado. O resto acontece sozinho.
Jairo: Se isso der errado, meu nome está no meio.
Leila: Não vai dar errado. Ele vai achar que exagerou na bebida do evento. Você é um homem de confiança, Jairo. Alguém suspeitaria de você?
Jairo: …Tudo bem. Mas assim que os convites forem usados, eu saio de cena.
Leila: Perfeito. E pode ficar tranquilo: quando uma de nós assumir mais espaço aqui, você não vai ser esquecido.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida ao Sheik
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