Pashir
Cheguei no salão principal e, para minha surpresa, não havia qualquer confusão. Entrei na sala reservada e dei de cara com um dos nossos homens sentado à mesa de Zayd. Levantei a sobrancelha, fixei um olhar sério e fui direto ao assunto, porque nunca gostei de rodeios.
Pashir: — Pode me explicar o que está fazendo dentro da sala dos seus superiores, sem nenhum deles presentes?
Jairo: — Estou aguardando Adir. Ele disse que viria pessoalmente resolver um assunto referente à distribuição, senhor.
Pashir: — Da próxima vez que precisar aguardar Adir ou Zayd para resolver qualquer situação, espere do lado de fora, compreendeu? Você não tem autoridade para estar aqui. Não é subchefe, nem gerente geral. Quem é o responsável pelo desvio das mercadorias? Quero o nome para resolver este problema agora.
Jairo: — Você.
Pashir: — Não, absolutamente não. Estou aqui para identificar o responsável, não para ouvir evasivas. Quero o nome do homem para tomar as providências. Seja direto, não tenho a noite toda. O baile ainda está acontecendo e preciso retornar.
Jairo: — E... eu...
Pashir: — Está gaguejando por quê?
Jairo: — Com todo respeito, senhor, é que... como vou chamar o responsável sabendo que o chefe está aqui? Ele pode desconfiar e tentar escapar. Não me interprete mal, mas a situação pode ficar delicada para o meu lado se ele descobrir que fui eu quem denunciou.
Pashir: — Não entendi. Você pede para Adir vir, ele manda a mim, e agora recua? Fale logo. Quem é o responsável pelo desvio nas entregas?
O homem começou a tremer. Notei na hora que havia algo errado.
Jairo: — É o Samir, senhor.
Pashir: — Chame-o aqui. Quero resolver isso pessoalmente. Agora.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida ao Sheik
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