Khaled
Lara ainda estava tensa, mesmo que tentasse disfarçar. Seus olhos evitavam os meus, mas seu corpo não mentia. Eu podia sentir o calor de sua pele sob minhas mãos, o tremor sutil de sua respiração enquanto a mantinha contra mim debaixo do chuveiro.
Ela estava assustada. Mas também estava entregue.
Meus lábios deslizaram pelo seu pescoço, saboreando o gosto da água quente misturada ao cheiro doce de sua pele. Suas mãos tocaram meus ombros, hesitantes.
— Khaled…
Meu nome saiu num sussurro. Quase um pedido.
Me abaixei lentamente, deixando beijos molhados por sua barriga até que estivesse de joelhos diante dela. Lara arfou, suas mãos agarrando meus cabelos com força.
Ela tentou resistir no começo, como se ainda lutasse contra o próprio desejo, mas quando minha boca se fechou ao redor dela, seu corpo cedeu por completo.
Seus gemidos eram a única coisa que eu conseguia ouvir além da água caindo. Meu nome escapava de seus lábios de forma entrecortada, e isso me fez sorrir contra sua pele.
Quando ela finalmente se desfez, tremendo em minhas mãos, me levantei e a virei de costas para mim, segurando sua cintura.
— Khaled, espera... — ela tentou dizer, mas sua voz não tinha firmeza.
— Confia em mim. — Sussurrei contra sua orelha antes de puxá-la de encontro a mim.
A água quente escorria por nossos corpos enquanto eu a preenchia. Lara deixou escapar um gemido trêmulo, seus dedos se agarrando às paredes do banheiro.
O medo que ela sentia de mim ainda estava lá, eu sabia disso. Mas naquele momento, foi consumido pelo desejo.
Meus movimentos foram ritmados, firmes, guiando-a para onde eu queria. Para onde ela queria.
Seu corpo se arqueou contra o meu, e quando a senti desmoronar mais uma vez, me deixei levar junto com ela, enterrando meu rosto em seu pescoço enquanto a segurava firme contra mim.
Ficamos assim por alguns segundos, recuperando o fôlego. Então, dei um beijo suave em seu ombro e me afastei devagar.
Lara virou-se para me encarar. Seu olhar ainda estava enevoado pelo prazer, mas havia algo mais ali.
Medo.
E eu gostava disso.
Ela poderia me desejar e me temer ao mesmo tempo. Era assim que deveria ser.
Peguei o sabonete e comecei a ensaboar seu corpo, aproveitando cada curva que agora me pertencia. Ela ficou em silêncio, apenas deixando que eu a tocasse.
Quando terminamos, saímos do chuveiro e nos secamos. Lara vestiu um vestido leve, e eu coloquei uma camisa escura com calça social.
— Vou te levar para jantar. — Falei, ajustando o relógio no pulso.
Ela me olhou, parecendo surpresa.
— Jantar?



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida ao Sheik