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Vendida ao Sheik romance Capítulo 24

Khaled

O caminho de volta para casa foi silencioso. Lara estava perdida em pensamentos, e eu percebia isso pelo modo como olhava pela janela, mordendo o lábio inferior.

Ela estava assustada.

E eu sabia o motivo.

Desde o jantar, quando contei sobre minhas esposas anteriores, pude ver a inquietação crescendo dentro dela. Era divertido observar a maneira como tentava agir naturalmente, mesmo que seu corpo estivesse tenso ao meu lado.

Ela achava que eu não percebia.

Mas eu percebia tudo.

Chegamos a um semáforo, e a luz vermelha iluminou seu rosto. Seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer da rua, e então, sem me encarar, ela perguntou:

— Como você nunca teve filhos até agora?

Meu olhar permaneceu no trânsito à frente.

— Porque eu não quis.

Ela finalmente se virou para me encarar, franzindo a testa.

— Mas… você não se protege. E eu não estou tomando anticoncepcional.

Soltei um riso baixo, jogando a cabeça levemente para trás antes de olhar para ela.

— Eu fiz uma vasectomia.

Seus olhos se arregalaram.

— O quê?

— Eu não quero filhos agora. Vou reverter quando eu quiser.

Ela abriu a boca para responder, mas a fechou novamente. Estava processando.

— Mas… — ela hesitou, como se tivesse medo da resposta. — Quando você pretende reverter?

Sorri de lado.

— Ainda não decidi. Quero aproveitar você primeiro.

A maneira como ela engoliu em seco me fez querer rir. Lara ainda estava tentando entender quem eu era.

Ela achava que havia alguma lógica no meu modo de pensar.

Mas não havia.

Dirigi por mais alguns minutos até virar em um beco escuro. As luzes do carro iluminaram o chão sujo de asfalto, mas ao redor, tudo estava envolto em sombras.

Lara franziu o cenho, visivelmente desconfortável.

— Por que estamos parando aqui?

Desliguei o motor e olhei para ela com um sorriso tranquilo.

— Quero que você faça algo para mim.

Ela piscou.

— O quê?

— Quero que você faça sexo oral em mim aqui.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

— O quê?

Eu a segui, observando-a se despir e entrar debaixo do chuveiro. Seus ombros estavam tensos, como se carregassem um peso invisível.

Eu sabia exatamente o que era.

Ela estava tentando entender como eu podia ser as duas coisas ao mesmo tempo.

O homem que lhe dava prazer.

E o monstro que ela temia.

Entrei no chuveiro com ela, abraçando-a por trás e apoiando o queixo em seu ombro.

— No que você está pensando? — perguntei, a voz baixa.

Ela hesitou antes de responder.

— Em nada.

Sorri contra sua pele.

Mentirosa.

•••

Depois do banho, deitamos na cama, e puxei Lara para perto, fazendo carinho em seus cabelos.

Ela não afastou minha mão.

Mas eu sabia que, por dentro, sua mente ainda estava agitada.

Ela ainda estava tentando descobrir se deveria temer mais a minha força…

Ou o meu afeto.

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