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Vendida ao Sheik romance Capítulo 27

Lara

O avião havia pousado há pouco tempo, e já estávamos de volta à casa em Dubai. O caminho até ali foi silencioso, e Khaled parecia ainda mais sério do que o normal. Algo em seu olhar, no modo como apertava o volante, me deixava inquieta. Desde o café da manhã em Omã, eu sabia que algo estava errado, mas o jeito como ele evitava os detalhes me fazia pensar que o que ele escondia era muito maior do que eu imaginava.

Assim que entramos em casa, Khaled largou a mala no chão do hall e olhou para mim com aquele sorriso de canto que sempre me fazia gelar por dentro. Mas dessa vez... era diferente. Havia algo frio no olhar dele. Algo que eu não conseguia ignorar.

— Eu preciso sair por algumas horas. Tenho que resolver um problema de trabalho. — Ele disse, já pegando o celular e olhando notificações como se falasse sobre um compromisso qualquer.

— Aconteceu alguma coisa séria? — perguntei, tentando manter a voz firme, mas o aperto no meu peito não colaborava.

Ele me olhou de lado, ainda com o sorriso nos lábios, e respondeu de forma seca:

— Nada que eu não possa resolver.

O tom era calmo, quase indiferente, mas o brilho nos olhos dele denunciava outra coisa. E esse “nada” me deixou com a respiração presa. Antes que eu pudesse insistir, ele já estava saindo. A porta se fechou, e o silêncio tomou conta da casa.

Fiquei ali parada por alguns segundos, olhando para a porta fechada, como se aquilo fosse me dar alguma resposta. Mas não deu.

Comecei a andar de um lado para o outro na sala. Eu me sentia inquieta, como se algo estivesse prestes a explodir. Não era um pressentimento comum, era algo mais profundo. Era medo.

Medo do que ele estava fazendo.

Medo do que eu poderia descobrir.

Sem saber o que fazer, fui até a cozinha, tomei um copo d’água e voltei para a sala. Me sentei no sofá e liguei a televisão, buscando alguma distração. Passei pelos canais até parar em um jornal ao vivo.

— …acaba de ser confirmada uma chacina no bairro Al Safa, em Dubai. Oito pessoas foram brutalmente assassinadas dentro de casa. Testemunhas afirmam que homens armados invadiram a mansão durante a noite e degolaram todos os presentes, incluindo mulheres e crianças…

Congelada.

Minhas mãos começaram a tremer.

— …entre os mortos está o empresário árabe Yasser Al-Farid, sua esposa, seus dois filhos e quatro funcionários da casa. Fontes apontam que ele era um dos nomes mais influentes do setor de tecnologia e um dos maiores rivais comerciais de Khaled Rashid…

Meus olhos se arregalaram.

— Não… — murmurei, o copo caiu da minha mão e se espatifou no chão, mas eu nem senti.

Yasser. O nome me era familiar. Já o tinha ouvido em alguma conversa rápida do Khaled ao telefone, ou em uma notícia de meses atrás. Eu me lembrava de ouvir que os dois tinham desavenças sérias, disputas por contratos e ameaças veladas.

Peguei meu celular com as mãos tremendo, digitei o nome do empresário e abri a primeira notícia que apareceu. A foto dele com a família sorrindo em frente à mesma casa onde a chacina aconteceu me fez engolir em seco.

Meu estômago embrulhou.

Rolei a página até encontrar um trecho que dizia:

“Fontes não oficiais indicam que a disputa entre Yasser Al-Farid e Khaled Rashid se intensificou nas últimas semanas após uma negociação milionária ter sido vencida por Al-Farid. Os motivos do ataque ainda são desconhecidos.”

Desconhecidos?

Eu sabia.

Eu sabia o que tinha acontecido.

“Eu vou resolver.” Foi o que Khaled disse no café da manhã.

E agora oito pessoas estavam mortas.

Tentei me levantar do sofá, mas minhas pernas estavam fracas. Sentei de novo, tentando entender como isso era possível. O homem com quem eu dormia, com quem eu ria, com quem eu me casara...

Era um assassino.

Ou pior… era alguém que mandava matar com frieza. Como se fosse a coisa mais normal do mundo.

CAPÍTULO 27 – O MONSTRO QUE EU CHAMO DE MARIDO 1

CAPÍTULO 27 – O MONSTRO QUE EU CHAMO DE MARIDO 2

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