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Vendida ao Sheik romance Capítulo 34

Narrado por Alberto

Eu estava sentado na poltrona da sala, copo de uísque na mão, quando recebi a mensagem. A tela do celular se acendeu com o nome de Khaled, e bastou uma frase para meu corpo inteiro gelar:

"A partir de agora, você não verá mais um centavo meu."

Li mais duas vezes. O copo rangeu na minha mão de tanto que apertei.

O contrato. O investimento. As parcerias. Tudo por causa daquela menina ingrata. Lara.

Soltei o ar com força e joguei o celular no sofá. O som do impacto fez minhas filhas olharem da escada.

— O que foi, pai? — perguntou Nathalia, cruzando os braços. — Que cara é essa?

Bianca veio logo atrás, a expressão desconfiada.

— Não me digam que o Khaled...

— Cortou tudo — falei, com amargura. — Encerrado. Parceria, investimento, confiança. Tudo. Por causa daquela garota.

As duas se entreolharam. Bianca foi a primeira a reagir.

— Isso não pode estar acontecendo!

— Ele ficou contra a gente? — Nathalia perguntou, incrédula. — Por causa da Lara?

— Ela teve uma crise de ansiedade. Foi parar no hospital. E ele culpa a gente. Disse que vai destruir minha empresa. Disse que não quer nem ouvir falar de mim.

— Filho da mãe... — Bianca murmurou.

— Isso não pode acontecer — Nathalia disse, já andando de um lado pro outro. — A gente precisa ir pra Dubai. Falar com ela.

— Falar o quê? — perguntei, seco. — A verdade? Que ela sempre foi um erro? Que nunca fez parte da nossa família?

— Não, né, pai — Bianca disse. — A gente finge. Faz aquela cena básica. Um pouco de choro, umas palavras bonitas e pronto. O importante é que ela volte com esse homem. Ele é nossa única chance de não perder tudo.

— Ela não vai acreditar. Acha que ela é burra?

— Pai — Nathalia interrompeu — você mesmo sempre disse que ela é carente. Que sempre quis ser amada. A gente só tem que fingir que a ama. Se ela achar que tem espaço entre a gente, pode até ficar. E aí… você retoma o controle.

Suspirei.

— Eu não posso ir. Khaled me ameaçou. Se eu colocar os pés naquele país, ele me enterra.

— Então a gente vai — Bianca disse com firmeza. — Eu e a Nathalia.

Olhei para elas. Um pouco de orgulho me bateu no peito. Elas tinham ambição. Sabiam o que fazer.

— Podem ir. Comprem as passagens agora. Vão ainda hoje.

As duas sorriram e subiram correndo para arrumar as malas.

CAPÍTULO 34 – ELA DEVERIA TER MORRIDO, NÃO A MÃE DELA 1

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