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Vendida ao Sheik romance Capítulo 37

Narrado por Khaled

Eu sabia que elas viriam.

Desde o momento em que tirei tudo do pai delas — dinheiro, parceria, status — era uma questão de tempo até aquelas duas cobrarem a conta. Elas não sabiam viver sem luxo. Sem vantagens. Sem sugar.

Estava sentado no hall principal, lendo um relatório, quando um dos seguranças se aproximou com a voz baixa:

— Senhor Khaled… duas mulheres estão no portão. Nathalia e Bianca.

Fechei o arquivo devagar, ergui o olhar e sorri de canto.

— Mandem entrar.

Me levantei e caminhei até o centro da sala. Apoiei as mãos nos bolsos e fiquei esperando. Não demorou muito até escutar os saltos batendo no mármore.

E então elas entraram.

Bianca veio primeiro. Usava um vestido branco justo demais, o tipo de roupa que grita “olhe pra mim”. Nathalia estava com um salto tão alto que mal andava, mas não perdia o sorriso cínico.

— Senhor Khaled — Bianca começou, com um falso tom doce. — Esperamos que o senhor nos perdoe por virmos sem avisar. Viemos apenas… ver nossa irmã.

— Queremos conversar com ela — completou Nathalia. — Não concordamos com o que nosso pai fez.

Fiquei em silêncio por alguns segundos. Deixei elas saborearem o próprio teatro. E então… gargalhei. Alto. Seco. Frio.

As duas se entreolharam, claramente perdendo o controle.

— Vocês acham que eu sou idiota? — perguntei. — Que isso aqui é um palco e eu sou o espectador do drama barato de vocês?

— Não é isso… — Bianca tentou.

Eu avancei um passo, a voz baixa, perigosa:

— Vocês duas... querem morrer?

O silêncio engoliu o ambiente. Bianca ficou imóvel. Nathalia, por outro lado, sorriu — e não um sorriso nervoso. Um sorriso provocador.

— Claro que não, Khaled… — ela murmurou. — A última coisa que queremos é causar algum problema. Muito pelo contrário…

Ela caminhou lentamente até mim, como se desfilasse. E então, sem nenhum pudor, passou os dedos pelo meu peito, subindo até meu ombro.

— Você é ainda mais bonito de perto… sabia? — sussurrou, inclinando o corpo, deixando o perfume forte invadir o ar. — Deve ser solitário ser tão poderoso...

Ela deslizou os dedos pela minha nuca.

Foi a última coisa que fez.

Minha mão estalou contra o rosto dela com força.

O tapa ecoou alto. Ela cambaleou dois passos para o lado, segurando a bochecha, assustada.

— Eu nunca, nunca, traí minha esposa. E não vai ser com lixo feito você que isso vai acontecer.

Bianca engasgou com o ar.

— Nós… só queríamos conversar com a Lara!

— Nesse momento, vocês não vão conversar com ninguém — respondi, o tom seco como lâmina.

— Isso é injusto! — Bianca rebateu.

— Cala a boca. — cortei. — Aqui, quem fala sou eu.

As duas ficaram imóveis.

— Saiam da minha casa — apontei com o queixo. — Antes que eu me arrependa de ter deixado vocês entrarem.

Viraram-se, ainda sem entender o choque que acabaram de levar. Caminharam em direção à saída como duas bonecas de vidro quebradas.

CAPÍTULO 37 – VOCÊS QUEREM MORRER? 1

CAPÍTULO 37 – VOCÊS QUEREM MORRER? 2

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