Narrado por Natália
A porta bateu na nossa cara com tanta força que o som ainda ecoava na minha cabeça enquanto o segurança nos escoltava até o portão da mansão como se fôssemos criminosas. Eu senti o gosto amargo da humilhação na garganta, e se eu tivesse qualquer orgulho, ele teria ficado ali, pisoteado no chão daquela casa maldita.
A minha bochecha ainda ardia. A marca do tapa que Khaled me deu ainda pulsava. E a pior parte? Bianca estava calada. Com os olhos baixos. Assustada.
— Isso não vai ficar assim — murmurei, tentando conter a raiva que crescia como um incêndio dentro de mim.
Bianca olhou pra mim no banco do carro que nos levava de volta pro hotel. Os olhos estavam vermelhos. Mas não de tristeza. De vergonha.
— Ele nos tratou como lixo, Natália. Como lixo!
— E a Lara ficou lá em cima, toda empinadinha, achando que é melhor que a gente. Como se fosse alguma coisa. Aquela infeliz não passava de uma sombra nossa!
Fechei os punhos com tanta força que senti as unhas cravando na palma.
Aquilo era pessoal. Muito pessoal.
A vadia virou o jogo. E agora, com o dinheiro do lado dela, ela se achava a dona do mundo.
— Eu juro… — falei entre os dentes — ela vai pagar por isso.
Bianca virou o rosto e olhou pela janela. O hotel já se aproximava, mas nenhuma de nós se mexeu. O silêncio era tenso, cortante.
— O que vamos fazer? — ela perguntou, sem olhar pra mim.
— Primeiro, a gente pensa com a cabeça. Se a gente agir com raiva, a gente perde. Khaled não é um qualquer. Ele nos odeia agora. Mas a Lara… ela ainda tem aquele coração mole.
— Você acha que dá pra quebrar ela?
— Não sei se dá pra quebrar. Mas talvez dê pra sujar.
Bianca se endireitou no banco.
— Sujar como?


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