Narrado por Natália
O celular vibrou nas minhas mãos e um sorriso lento e satisfeito se formou nos meus lábios. Bianca se aproximou, os olhos arregalados.
— Foi ela? — perguntou, ansiosa.
Assenti.
A mensagem brilhava na tela como um convite para o inferno:
Ranya:
"Que tipo de informações vocês querem? Eu preciso muito de dinheiro. Estou ouvindo."
Respirei fundo, sentindo o sabor da vitória antecipada.
Ela mordeu. E agora, era questão de tempo até a nossa irmãzinha perfeita desmoronar.
— Essa menina tá desesperada — murmurei, digitando com calma. — E a gente vai usar isso até a última gota.
"Queremos tudo sobre a senhora Lara. Toda movimentação, com quem ela fala, se ela discute com o Khaled, se ela mostra sinais de tristeza, qualquer coisa fora do comum. Em troca... você vai receber muito mais do que imagina."
Enviei.
Bianca roía a unha do dedão, nervosa.
— Você acha que ela vai conseguir mesmo? Eles parecem tão fechados…
— Todo castelo tem rachaduras, Bianca. E é nelas que a gente vai enfiar as garras.
O celular vibrou de novo:
Ranya:
"Quanto eu ganho?"
— Essa é rápida — comentei, rindo. — Já sabe pedir o dela.
Abri a carteira, peguei o cartão e comecei a programar a transferência.
— Quanto você vai oferecer? — Bianca perguntou.
— Cinco mil agora. Mais dez depois, se ela entregar algo realmente útil. E se precisar... prometemos mais. Se ela for muito boa, quem sabe até contratamos essa idiota para algo maior.
Enquanto configurava a transferência internacional, Bianca andava de um lado para o outro.
— E se a Lara descobrir?
Virei pra ela com um olhar frio.
— A Lara sempre foi burra emocionalmente. Sempre carente. Sempre sensível. É o tipo de pessoa fácil de manipular. E agora, pior: ela quer tanto provar que é feliz que nem vai perceber o que está acontecendo.
Cliquei em "confirmar".
Transferência feita.
Minutos depois, nova mensagem:
Ranya:
"Transferência recebida. Vi a senhora Lara chorando muito ontem. O senhor Khaled estava nervoso. Discussão feia."
— Bingo — murmurei, me levantando da cama.
— Discussão? — Bianca arregalou os olhos. — Já?
— O que eu disse? — sorri, vitoriosa. — Todo castelo tem rachaduras.
— Você acha que dá pra usar isso?



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