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Vendida ao Sheik romance Capítulo 42

Narrado por Ranya

O dia estava quase terminando, e o palácio começava a se recolher para mais uma noite silenciosa. Eu já deveria ter ido embora para o meu alojamento, como todas as empregadas faziam religiosamente assim que cumpriam seus horários.

Mas algo dentro de mim, uma inquietação que eu não conseguia explicar, me fez desacelerar os passos. Em vez de ir direto para o meu quarto, desviei discretamente pelos corredores dourados, arrumando vasos de flores e fingindo que tinha trabalho a fazer.

Foi quando passei perto do escritório principal.

A porta, geralmente fechada, estava apenas encostada.

E de dentro vinham vozes.

A voz dele.

Parei, hesitando.

Eu sabia que era errado. Que ouvir conversas de Khaled poderia ser mais perigoso do que enfiar a mão numa caixa de cobras venenosas.

Mas... a curiosidade, a maldita curiosidade, foi mais forte.

Aproximei-me, lenta e silenciosamente, até ficar ao alcance da fresta.

Inclinei o corpo apenas o suficiente para ouvir.

A voz de Khaled era grave, cheia de autoridade.

— "Eu mandei eliminar ele, pai. Você sabe. Não havia escolha."

Meu sangue gelou. Meu coração disparou tanto que senti o corpo inteiro estremecer.

Ele continuou, sem nenhuma emoção:

— "Ele traiu a confiança. Cruzou limites. Tentou tocar o que era meu. E eu avisei. Dei chances. Ele não ouviu."

A voz do pai, mais baixa, respondeu:

— "Mas Khaled... agora a situação se complica. Há gente desconfiada."

— "Deixe que desconfiem. Não terão provas. Ninguém terá. Eu enterrei o erro junto com aquele desgraçado."

Engoli em seco.

Minhas pernas tremiam.

Eu não estava ouvindo uma simples discussão de negócios.

Eu estava ouvindo uma confissão.

Khaled Rashid, o homem mais temido de Dubai, o marido da senhora Lara... era um assassino confesso.

Eu tinha que sair dali.

Recuar. Sumir. Me trancar no meu quarto e fingir que nunca estive naquele corredor.

Mas no momento em que tentei dar um passo para trás, a madeira do chão rangeu sob meu peso.

Meu coração parou.

Esperei. Tremendo.

Nenhum sinal de que haviam me escutado.

Contive o grito preso na garganta e corri. Corri como se a minha vida dependesse disso. Passei pelos corredores, pelas escadarias silenciosas, até chegar ao alojamento dos empregados.

Fechei a porta atrás de mim e deslizei até o chão, arfando, abraçando os próprios joelhos.

Eu ouvi.

Eu sabia.

E agora… eu era um risco para ele.

Peguei o celular com mãos trêmulas.

Mandei uma mensagem rápida.

CAPÍTULO 42 – O SEGREDO QUE PODE DESTRUIR TUDO 1

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