Narrado por Natália
Aquilo era pra ser só mais uma noite tranquila.
Bianca e eu tínhamos acabado de jantar num restaurante elegante, a poucos metros do hotel. Pedimos vinho, rimos dos turistas exagerados que tiravam fotos em cada prato, e falamos sobre o plano de “reaproximação” com Lara como se fosse um jogo.
Só que não era.
E a gente esqueceu disso.
— Amanhã a gente b**e de novo na casa dela. — disse Bianca, passando batom no reflexo do espelho do celular. — Com aquele olhar de irmã carinhosa e arrependida. Quem sabe até com um presentinho.
— E se ela não deixar a gente entrar?
— A gente inventa qualquer coisa. — ela deu de ombros. — Mulheres são emocionais. Alguma hora ela vai ceder.
— Você viu a cara dela no hotel? Ela nos odeia.
— E o que você espera? A gente nunca gostou dela mesmo. Mas agora ela é a chave. Khaled pode ser bruto, mas ela é o ponto fraco.
Nós rimos. Ignorantes.
Estávamos a uma quadra do hotel. Andávamos pela calçada, distraídas, cheias de si.
Até que tudo escureceu.
Um carro preto freou bruscamente ao nosso lado. Duas portas se abriram. Não tivemos tempo de correr. Um braço me puxou com força pelo pescoço, a mão cobriu minha boca. Vi, em choque, Bianca sendo empurrada contra a lateral do carro, um pano enfiado no rosto dela — e ela apagou.
Tentei gritar, chutei, arranhei.
Mas fui arrastada como uma boneca de pano.
Jogada no banco de trás com violência. Um pano grosso amarrado na minha boca. Pulso preso com fita. O carro arrancou com o som dos pneus rasgando o asfalto.
Meu coração parecia prestes a explodir.



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