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Vendida ao Sheik romance Capítulo 76

Narrado por Khaled

Ela não entende. Ainda não.

Mas vai entender.

Amor, para homens como eu, não se prova com flores.

Não com promessas vazias.

Amor se prova com o que se sangra.

E o que se marca para nunca mais ser apagado.

Foi por isso que hoje, enquanto ela dormia, eu dei início à cerimônia.

Não uma comemoração qualquer. Não um jantar.

Mas um pacto.

Na minha cultura, os mais antigos sabiam o valor de uma união selada com sangue. Não era apenas casamento. Era domínio espiritual. Era nome, honra, território. Era deixar claro para os vivos e para os mortos que aquela mulher agora pertencia à minha linhagem — e que nada mais poderia quebrar isso.

Chamei apenas os que me são leais desde o nascimento.

Meus três homens de confiança.

Um ancião da minha família, cego, mas sábio.

E uma curandeira das montanhas do norte — velha, silenciosa, com olhos que enxergam além da carne.

Montei tudo no jardim da ala leste.

Velas negras.

Pétalas escarlate no chão.

Tecido dourado pendendo dos pilares.

E, no centro, o altar.

Uma mesa de madeira antiga.

Talhada com runas que só minha família conhece.

O mesmo altar usado quando meu avô selou a linhagem com minha avó — a única mulher que ele nunca traiu, nunca puniu, porque ela fez dele um lobo.

E é isso que Lara faz comigo.

Por volta das nove da noite, mandei Samira chamá-la.

Pedi que ela vestisse o traje que deixei sobre a cama:

Um vestido vermelho-sangue, sem bordados, sem joias.

Apenas um cinto dourado marcando sua cintura.

Os pés descalços.

O cabelo solto.

Nada entre ela e o mundo — além da pele.

Ela desceu sem saber o que estava por vir.

Os olhos assustados, como sempre que eu a tiro da zona de conforto.

Mas ela veio.

Porque apesar do medo… ela sempre vem.

— O que é isso? — ela perguntou.

Ofereci minha mão. Ela hesitou, depois aceitou.

— Um ritual antigo da minha linhagem — respondi. — Preciso que confie em mim.

— Khaled… — ela sussurrou. — Você está me assustando.

— Ótimo. — segurei seu queixo com firmeza. — Porque o medo mantém a alma desperta.

> “Do sangue nasce o nome.

Do nome, a promessa.

Do silêncio, o pacto.

Que nada queime, nem água desfaça,

O que aqui é selado entre carne e sombra.

Que ela seja tua, e que tua alma pertença a ela.”

Lara tremia. Mas não recuava.

— O que você acabou de fazer? — ela sussurrou quando tudo terminou.

Eu beijei sua mão ensanguentada.

— Selamos nosso destino. Agora, nem os mortos podem tirar você de mim.

— Isso é doentio…

— Isso é real.

Toquei seu ventre, manchado com um pouco do nosso sangue.

— E quando nosso filho vier, ele já estará protegido. Porque você, Lara… agora carrega mais do que meu nome.

Você carrega meu legado.

Ela chorou.

Mas não por medo.

Eu vi.

Foi porque no fundo…

Ela entendeu.

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