Narrado por Lara
Chegamos em casa ainda com sorrisos presos no rosto. Meus dedos entrelaçados aos dele, o perfume dele grudado na minha pele, e a lembrança daquele mil-folhas ainda derretendo na minha boca.
Mas agora, o que derretia… era outra coisa.
Assim que cruzamos a porta principal, me virei de frente pra ele. Khaled parou no mesmo instante. Os olhos desceram do meu rosto até minha boca. Como se soubesse. Como se já sentisse.
— Você tá me olhando assim por quê? — ele perguntou com a voz baixa, rouca.
— Porque eu quero você. — respondi, com os olhos fixos nos dele. — Agora.
O telefone no bolso dele começou a tocar. Alto. Insistente.
Ele desviou os olhos por um segundo, puxou o aparelho. Olhou a tela.
Alguma coisa importante. Urgente, talvez.
Mas antes que ele atendesse, levei a mão até o rosto dele e puxei seu queixo de volta pro meu olhar.
— Não. — sussurrei. — Eu preciso de você dentro de mim agora, Khaled.
Os olhos dele queimaram. Literalmente queimaram.
Ele olhou de novo pro visor do celular, respirou fundo… e, com calma, desligou a chamada.
O som do botão sendo pressionado foi mais alto do que qualquer ordem gritada no deserto.
— Suba. — ele murmurou. — Agora.
Subi as escadas com ele logo atrás. Me sentindo quente, viva, desejada. Mas, principalmente… no controle da minha vontade.
Chegamos ao quarto. Ele fechou a porta com firmeza, mas sem violência. Se aproximou de mim como se tivesse esperando isso há dias. Sem pressa. Sem pergunta.
Seus dedos deslizaram pelo meu rosto, depois pela lateral do meu pescoço, até o laço do meu vestido. Desatou com calma.
Os tecidos escorregaram dos meus ombros e caíram ao chão. Ele não disse uma palavra.
Apenas me olhou como se eu fosse feita de ouro e pecado.
— Você tem certeza? — ele sussurrou.
— Eu tenho mais do que certeza. — respondi. — Eu tenho desejo.
Os lábios dele colaram nos meus. Beijo quente, fundo, com gosto de tudo que foi reprimido.
As mãos dele envolveram meu corpo com cuidado, mas com firmeza. Me ergueu com facilidade e me deitou na cama. Subiu por cima, mas com os olhos sempre presos aos meus. Como se pedisse permissão… mesmo já tendo o mundo.



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