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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 279

As provas eram tantas.

A mão de Erick Rocha já estava quase queimando de tanto escrever.

Do lugar de Bento Passos, ele foi o primeiro a avistar Zoé Santos na porta.

Ele se levantou:

— Zoé, por que não avisou que estava de volta? Eu teria ido te buscar.

— É só chamar um carro, nada demais.

Zoé Santos largou a mala ao lado da parede, foi até a geladeira e pegou uma lata de refrigerante bem gelado.

Ao notar que a garrafa d’água de Renata Senna estava quase vazia, ela pegou outra e lhe entregou.

Zoé Santos, com as pernas longas levemente dobradas, encostou-se preguiçosamente na beirada da mesa.

Seus dedos longos e bem definidos puxaram a lingueta da lata com um estalo seco, abrindo-a com uma mão só. Havia algo de despreocupado e até meio rebelde em seu jeito.

Ela ergueu a cabeça e tomou um gole, sentindo o líquido frio descendo pela garganta e acalmando a inquietação que fervia por dentro.

Erick Rocha comentou:

— Zoé, assim que descansar, vem logo copiar a tarefa, por favor! Tem coisa demais, não vai dar tempo, sério! Se eu não copiar, vou ter que virar duas noites pra terminar tudo!

Jogar videogame por horas foi ótimo, mas agora pagar a conta com lição atrasada era um verdadeiro pesadelo.

O pior era perder de novo e de novo!

Erick Rocha bufava de raiva, jurando nunca perdoar os alunos folgados do fundamental que atrapalharam suas férias.

Zoé Santos, apoiando-se com uma mão na mesa, olhou de cima pra ele, relaxada:

— Já terminei.

— O quê? — Erick Rocha arregalou os olhos, sem acreditar. — Mas você não estava viajando pra Cidade Capital? Como teve tempo pra isso?

Zoé Santos tirou da bolsa aquele calhamaço de provas, que caiu com um baque na mesa:

— Se quiserem copiar, fiquem à vontade.

Erick Rocha vasculhou as folhas, surpreso ao ver tudo feito, e ainda com aquela letra firme e cheia de personalidade.

Miguel Peixoto também esticou o pescoço para ver, completamente chocado:

— Zoé, como você fez tão rápido e sua letra continua impecável?!

Quando Erick Rocha estava no final, sua própria letra nem ele entendia mais.

Miguel Peixoto levantou o polegar:

— Com esse autocontrole, Zoé, você vai se dar bem em qualquer coisa que fizer.

Impressionante! Muito impressionante!

Zoé Santos arqueou as sobrancelhas.

De estável ela não tinha nada, estava cheia de insatisfação; o estável ali era outra pessoa.

Ele parecia realmente bem-sucedido.

…

Na entrada da Mansão dos Farias.

Uma fileira de carros de luxo estava estacionada.

Henrique Farias apoiava o braço na janela do carro, os dedos longos e desinteressados tocando a sobrancelha, o olhar frio pousando sobre aquela fila de veículos.

Na semana passada todos já tinham jantado com o patriarca, e hoje ele chamou todos de novo.

Henrique Farias cutucou o encosto do banco do motorista:

— O carro mais à esquerda é de quem?

Daniel Farias deu uma olhada e respondeu respeitosamente:

— Um é da família Pontes, o outro é da Srta. Pontes.

Henrique Farias semicerrava seus olhos afiados.

Cruzando o jardim e o corredor, antes mesmo de chegar à sala principal, Henrique Farias já ouvia o som de risos e conversas lá dentro.

— Tio Djalma, trouxe um presente para o senhor. Ouvi dizer que anda interessado em quadros, espero que goste desse “Primavera no Palácio Imperial”. — disse Maria Alice Pontes.

Augusto Farias olhou surpreso para Maria Alice Pontes.

Aquele quadro só seria leiloado no mês que vem na Casa Aurora Leilões.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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