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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 112

POV: LAUREN

Meu coração disparou e senti meu sangue esfriar nas veias ao ouvir as palavras de Theodor. Minha respiração ficou trêmula, quase inaudível. Olhei para o rosto doce e triste de Theo, que estava claramente perturbado pela situação.

— Theo, você sabe por que os pais dele disseram isso a ele? — Henry interveio calmamente, pousando a mão grande e quente sobre meus ombros, massageando-os suavemente em um gesto tranquilizador, como se aquilo não fosse algo preocupante.

Mas era preocupante, principalmente porque aquilo tocava diretamente na verdade que eu tentava esconder. O bebê dentro de mim não era filho de Henry Carter, e sim de Ethan Walker.

— Não, tio, eu o mandei parar. — Theo fungou baixinho, os olhos brilhando com lágrimas reprimidas. — Só que o Vicente continuou. Ele falou que a mãe dele é amiga da esposa do ex-marido da Fada, e que ela disse que meu irmãozinho era um bastardo assumido por um CEO idiota.

— Theodor! — Eu exclamei, cobrindo a boca com a mão, chocada com a escolha das palavras.

— Desculpa, Fada, mas foi exatamente o que o Vicente falou. — Theo explicou, me olhando com os olhos cheios de arrependimento e tristeza. — Por isso eu dei um soco no nariz dele e acabou saindo sangue.

— Meu Deus, Theo! — Eu sussurrei, ainda incrédula e alarmada com a situação, sentindo meu corpo inteiro tenso.

Henry permaneceu calmo ao meu lado, algo que sempre me surpreendia nele. Ele conseguia se manter estável mesmo diante dos maiores desafios. Apertou suavemente meu ombro, transmitindo segurança antes de se voltar novamente para Theo, mantendo uma voz serena e firme.

— Theo, eu entendo que o que o Vicente disse foi muito desagradável e machucou você, mas violência nunca resolve um problema. Apenas o torna maior. — Henry ponderou. — Vamos conversar sobre isso, encontrar a melhor forma de lidar com essas situações no futuro, ok?

— Tio Henry, você bateu naquele repórter porque ele falou mal da Fada. — Theo cruzou os braços com firmeza, os olhos brilhantes e determinados fixando o tio com admiração e seriedade. — Eu fiz igualzinho e protegi meu irmão, ninguém pode rejeitá-lo!

Meu coração apertou ao ouvir isso. Observei Carter soltar um longo suspiro e se acomodar ao lado de Theodor, passando suavemente os dedos pelos cabelos macios do menino.

— Filho, eu cometi um erro e não quero que você siga meu exemplo dessa forma. — Henry manteve sua voz profunda e suave, carregada de um arrependimento sincero. — Vou conversar com os pais de Vicente e também com a escola, mas existem maneiras melhores de resolver conflitos do que com violência.

— Como, tio Henry? — Theo inclinou a cabeça curioso, seus olhos inocentes buscando a sabedoria do homem que tanto admirava.

Henry abriu lentamente um sorriso sedutor, cheio de uma confiança quase perigosa, carregado de sarcasmo, e passou a mão delicadamente no rosto de Theo.

— Processando as pessoas, meu querido. Não esqueça nunca que você é um Carter. Nós temos poder suficiente para colocar qualquer um no lugar sem precisar levantar a mão. Basta usar as palavras certas. — Completou Carter.

— Henry! — Eu intervi imediatamente, chocada com a seriedade em sua voz. Meu coração acelerou diante da intensidade daquele homem imponente, cujo olhar profundo parecia penetrar diretamente em minha alma. — Não acredito que está ensinando isso a ele!

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