POV: LAUREN
— Theo, lembra que hoje você ficará com a vovó enquanto eu e seu tio vamos ao evento de caridade?
— Claro, fada! — O rosto dele se iluminou imediatamente, cheio de animação. — Vamos fazer tortas e bolos! E ver filmes! Ah, acho que a tia Kate também vem, ela é meio doida, mas eu a adoro!
Balancei a cabeça rindo, sentindo uma felicidade genuína preencher meu peito diante da empolgação dele.
— Henry, ainda dá tempo de ordenar aos seguranças que impeçam a entrada da minha amiga? — Eu brinquei, lançando um olhar divertido.
Ele sorriu para mim, charmoso e sedutor como sempre, a voz profunda provocando pequenos arrepios em minha pele ao responder:
— Vou correr o risco, Lauren. — Sua mão grande acariciou suavemente os cabelos sedosos de Theo. — Obedeça sua avó, não vá dormir tarde demais e tente não exagerar nas besteiras.
— Isso eu não prometo! — Theodor respondeu rindo alto, saindo saltitante pelo corredor, chamando com entusiasmo: — Vovó, vovó! Eu já cheguei!
Senti uma profunda onda de amor e cumplicidade ao olhar Henry, cujos olhos intensos me envolviam em um carinho
— Tem certeza de que quer que minha mãe more aqui em sua casa? — Minha voz saiu hesitante, mesmo que no fundo eu soubesse a resposta.
Henry não respondeu de imediato. Em vez disso, aproximou-se com aquela postura confiante e imponente, os olhos azuis me analisando com um brilho intenso e divertido. Quando sua mão envolveu a minha, senti o calor reconfortante de sua pele, seguido pelo toque suave de seus lábios no dorso da minha mão. Um arrepio percorreu minha espinha.
— Eu quero tudo que venha de você, Lauren Becker. — Ele disse com uma voz profunda, envolvente, carregada de uma certeza que me fazia estremecer. — Não consegui deixar isso claro esta manhã?
Antes que eu pudesse responder, ele inclinou o rosto para mais perto, seus lábios quase roçando os meus enquanto sussurrava:
— Podemos nos trancar de novo no quarto para que eu te prove e não haja dúvidas.
Meu rosto esquentou instantaneamente, e uma risada suave escapou dos meus lábios. Henry sorriu de lado, satisfeito com minha reação, antes de deslizar um braço firme ao redor da minha cintura, puxando-me contra seu corpo. Seu perfume amadeirado misturava-se com o calor da sua pele, me envolvendo por completo.
Então, seus lábios tomaram os meus. O beijo foi lento, explorador, repleto de um carinho possessivo que me fez suspirar contra sua boca. Sua mão subiu gentilmente por minhas costas, enquanto a outra permanecia firme em minha cintura, mantendo-me presa a ele.
Quando nos afastamos, sua expressão estava carregada de desejo, mas também de algo mais profundo.
— Venha. — Henry ressoou baixo e firme, como uma ordem envolta em doçura. — Vamos nos arrumar. Quero que o mundo veja minha esposa e meu futuro filho ao meu lado.

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