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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 141

POV: LAUREN

Cheguei à mansão arrastando os pés, com o corpo e a alma em pedaços. Cada passo era como carregar o peso do mundo nas costas. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar no caminho. Eu não conseguia respirar direito, o peito apertado, sufocado por uma dor que queimava por dentro.

Subi direto para o quarto, sem trocar uma palavra com ninguém. Comecei a jogar as roupas na mala com movimentos rápidos, desajeitados, desesperados. Minhas mãos tremiam. Tudo parecia girar. O ar no quarto estava denso, quase irrespirável. Meus dedos agarravam os tecidos como se, de alguma forma, isso fosse me dar controle sobre a situação. Mas eu estava despedaçada.

Foi então que ouvi um soluço atrás de mim. Me virei e vi minha mãe parada na porta. O rosto dela estava pálido, os olhos marejados.

— É verdade? — A voz dela saiu trêmula, quase irreconhecível. — Ele realmente te traiu?

Engoli em seco, sentindo a garganta arder. As lágrimas voltaram a cair, sem controle.

— Sim. — Eu respondi com a voz falha. — Mas eu também o traí.

Ela entrou rapidamente no quarto, os passos apressados. Parou bem à minha frente, segurou minhas mãos com firmeza, tentando me conter.

— O que quer dizer, filha? — Ela exclamou, alarmada. — Lauren, olhe para mim e me diga o que está acontecendo.

Fui tomada por um soluço tão forte que perdi o equilíbrio por um segundo. Funguei, tentando controlar a respiração, e finalmente consegui olhar para ela.

— Meu bebê não é do Henry. — Eu falei, a confissão saiu como uma facada no meu próprio peito. — É do Ethan. Eu descobri no dia em que papai morreu, quando assinei o divórcio... Eu entrei em pânico. Tive tanto medo de perder ainda mais. Tive medo de que o Henry me odiasse, de que o Theo também me rejeitasse. Eu sou um lixo de pessoa, mamãe.

As palavras saíam entre soluços. O rosto molhado pelas lágrimas, o corpo tremendo, como se fosse desmoronar ali mesmo. Meu estômago embrulhava, sentia calafrios pelo corpo inteiro.

— Não, minha menina, você não é. — Minha mãe me puxou para seus braços com força, sem me dar chance de fugir. Seu abraço foi apertado, protetor, firme. Ela acariciou meus cabelos com ternura enquanto eu chorava descontroladamente em seu ombro. — Você errou, sim, mas isso não te faz uma pessoa ruim. Você estava com medo, ferida. Isso não te define.

Ela afastou um pouco o rosto, segurando meu queixo entre os dedos, me obrigando a olhar para ela. Seus olhos estavam cheios de amor, mas também de firmeza.

— Por que não me contou antes? — Ela sussurrou, com dor na voz. — Você sabe que pode contar comigo, sempre.

Suspirou, tentando conter as próprias lágrimas, e sorriu com aquele sorriso triste e corajoso que só mães sabem dar.

— Quem precisa de homem quando se tem a mim e a Kate? — ela disse, tentando me animar. — Vamos ficar bem. Eu juro para você. Não vai faltar nada para esse bebê... Vamos enchê-lo de amor, ele é forte. Vocês dois vão ter tudo que precisam.

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