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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 143

POV: LAUREN

Ergui a cabeça de imediato, sem saber se tinha ouvido certo. Meus lábios se entreabriram, sem conseguir processar o que ele havia dito.

— Theo... você é muito novo para entender. — Eu falei com dificuldade, tentando manter a calma. — Esse bebê não tem o sangue do seu tio e...

— E daí? — ele me interrompeu, com a voz embargada, os olhos marejados fixos nos meus. — O tio Henry me cria como filho, e ele não é meu pai. Mas me ama como se fosse!

— É diferente, garotão... você tem meu sangue, sendo meu sobrinho. — Henry suspirou pesado, se levantando e puxando Theo para um abraço.

Mas Theodor o afastou com força.

— Então tira o meu sangue! — ele gritou, esticando o braço com raiva. — Pode tirar e colocar no bebê, assim você o aceita como filho! E a fada e minha irmã ficam com a gente!

A respiração me faltou. Um silêncio sufocante se instalou. Eu travei, sentindo o impacto das palavras de Theodor atravessarem meu peito. Ele queria lutar por nós, por essa família... com toda a pureza e intensidade que só uma criança poderia ter. E aquilo me destruiu por dentro. Por que eu não engravidei de Henry? Por que tinha que ser o Ethan? Por que fui me envolver nesse caos e machucar alguém tão inocente?

— Theodor, por favor... pare. — Eu murmurei, a voz fraca, enquanto lágrimas pesadas escorriam pelo meu rosto e pingavam no chão. — Você sempre será meu filho. Eu nunca vou abrir mão de você. Minha filha será sua irmã, e minha mãe, sua avó. Isso não muda.

Tentei respirar fundo, mas o ar parecia preso na garganta. Cerrei os punhos, ergui o queixo, buscando forças onde já não havia mais.

— Mas eu não consigo perdoar seu tio pelo que fez. E ele não consegue me perdoar também. — Eu falei com firmeza, olhando diretamente para Henry.

Ele não desviou o olhar. Sustentou o meu com intensidade, mas havia algo diferente ali, algo contido, ferido. Como se tudo dentro dele estivesse desmoronando.

— Sou grata por tudo o que fizeram por mim... pelo amor, pelos cuidados, por terem me aceitado. — Eu continuei sentindo a garganta apertada. — Sinto muito por ter magoado vocês dessa forma. Muito mesmo.

O silêncio que se seguiu foi sufocante. Theodor chorava baixinho, os olhos fixos em mim como se implorasse para eu mudar de ideia. Henry permanecia imóvel, os braços ao lado do corpo, a respiração descompassada, sem forças para argumentar. E eu... eu estava despedaçada demais para tentar consertar qualquer coisa.

— Lauren. — Minha mãe me chamou da porta, com os olhos vermelhos e a voz embargada. — Terminei de arrumar tudo.

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