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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 144

POV: LAUREN

Ele se virou então para Carter, apontando o dedo com indignação, a voz embargada, mas cheia de uma coragem que parecia maior do que ele.

— Eu achei que você protegeria nossa família. Que cuidaria da fada e da minha irmã como cuida de mim! — A voz dele se quebrou em um soluço, mas ele continuou. — Mas só porque elas não têm o seu sangue, você acha que pode jogar as duas fora?! Eu te odeio por isso!

Antes que qualquer um de nós pudesse reagir, Theodor virou-se e saiu correndo, socando a porta do quarto com força antes de se trancar lá dentro. O som reverberou por toda a casa.

Fiquei imóvel, como se meu corpo tivesse sido desligado. Minhas mãos tremiam, meu peito ardia e o silêncio que se instalou foi ensurdecedor. Eu não sabia o que dizer. Não sabia o que fazer. Só conseguia sentir o peso do mundo esmagando meus ombros, enquanto o coração de uma criança era partido bem diante dos nossos olhos.

— Espero que esteja feliz com o que fez conosco. — Henry disse então, a voz baixa, mas carregada de mágoa. Vi as lágrimas escorrerem silenciosas por seu rosto, e aquilo me paralisou. — Eu realmente te amava.

Engoli em seco, sentindo a garganta fechar. O olhar que ele me lançou me atravessou por dentro.

— Não o suficiente para evitar sua ex. — Eu retruquei, virando-me para pegar as malas. Minhas mãos tremiam ao segurar as alças. — Eu vou conversar com o Theodor com mais calma depois. Ele não te odeia, Henry. Ele só está magoado demais para conseguir ouvir agora.

— Ele não é o único. — Carter declarou friamente ao passar por mim, pegando as malas e carregando-as com brutalidade até a escada.

Essas palavras doeram mais do que qualquer coisa que ele já havia me dito. Porque estavam cheias de indiferença, não havia esforço, nem tentativa. Carter não estava disposto a me perdoar, não estava disposto a aceitar meu bebê, não estava disposto a lutar por nós. E eu não podia fingir que não entendia. Porque eu também errei. Menti. Me apaixonei por quem não devia. Eu nunca deveria ter amado Henry Carter.

Minha mãe já estava no carro. Não disse uma palavra, não conseguiu. Apenas chorava em silêncio, com os olhos perdidos no vidro da janela. O motorista colocava as últimas malas no porta-malas, enquanto eu saía pela porta da mansão, sentindo meus pés pesarem a cada passo.

Ergui o olhar para o andar de cima, e o vi. Theodor estava parado na janela, a mãozinha espalmada contra o vidro, o olhar partido. Nossos olhos se encontraram por um instante, e então ele fechou a cortina. Eu sabia. Ele estava tão despedaçado quanto eu.

Carter deslizou as mãos para os bolsos, me encarando em silêncio. Fiquei ali por um segundo, respirando com dificuldade, tentando controlar o choro que ameaçava me engolir.

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