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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 146

POV: HENRY

— Mas eu vi no jornal... vi as fotos. — Ele bufou, frustrado, cruzando os braços com força. — A fada assumiu o erro dela... você devia assumir o seu também.

— E vou. — Eu suspirei, mordendo a parte interna da bochecha. — Mas não agora. Preciso esfriar a cabeça. De verdade. — Fiz uma pausa e engoli em seco. — Mas eu juro que não a traí, Theo. Armaram para mim, e agora tenho como provar.

— Então... a gente pode ir atrás da fada? — Os olhos dele se iluminaram de esperança.

Senti um aperto no peito ao ver a pureza daquele pedido. Mas a resposta não era simples.

— Não, Theo. Eu posso não ter traído, mas Lauren me traiu de outro jeito. Ela me escondeu coisas... mentiu. Me fez acreditar em um sonho sem me contar tudo. — Minha voz falhou, mas mesmo assim o puxei para mais perto. — Não se preocupa, você vai poder visitá-la sempre que quiser. E eu... eu não vou ser como antes. Prometo estar mais presente. Você é tudo pra mim, pequeno. Eu te amo.

Theo chorou silenciosamente contra meu peito, molhando minha camisa.

— Eu sei, tio..., Mas eu queria tanto a fada aqui... a minha irmãzinha... e a vovó também... — Ele soluçou.

Fechei os olhos, apertando-o nos braços. Porque ele estava certo. Tudo que ele queria era a família dele de volta. E eu a deixei escorregar pelos meus dedos.

— Eu sei, Theo... — Eu murmurei com a voz embargada, o nó na garganta me sufocando. — Eu sei...

Foi difícil acalmá-lo. Ele ainda soluçava baixinho enquanto o ajudava a tomar banho. Seu rostinho estava inchado, os olhos vermelhos e a respiração entrecortada. Ficou em silêncio o tempo todo, mas não desgrudou de mim. Escolheu dormir no meu quarto. E eu deixei. Era o mínimo que eu podia fazer.

Depois que ele adormeceu, permaneci ali por alguns minutos, observando seu peito subir e descer devagar. A fragilidade dele me esmagava. Me levantei em silêncio, saí do quarto na ponta dos pés e levei o celular comigo.

Desci até a sala, abri uma garrafa de uísque e me sentei sozinho no escuro, apenas a luz do visor do celular iluminando o ambiente. Meus dedos tremiam enquanto deslizavam pela tela. Abri e fechei nossa conversa várias vezes. Minha última mensagem ainda não tinha sido visualizada. Nenhuma resposta. Nenhum sinal de que ela queria ouvir o que eu tinha a dizer. Ela sequer quis me dar o benefício da dúvida.

— Por que eu ainda quero me explicar? — Eu resmunguei, irritado, balançando a cabeça. O líquido queimou minha garganta quando tomei o primeiro gole. — Foi ela quem mentiu para mim... quem escondeu... quem me iludiu...

Mas meu próprio argumento soava fraco.

Abri a galeria de fotos. Havia dezenas de imagens nossas. Momentos com Theodor, sorrisos espontâneos, toques, beijos... e outros só nossos, mais íntimos. Cada imagem era uma lâmina afundando um pouco mais.

Um vídeo me chamou atenção. Apertei o play e a voz dela preencheu a sala vazia. Ela chorava por causa de um filme bobo, e eu estava rindo, provocando. Ela tentou esconder o rosto, mas eu continuei gravando, até ela se irritar de brincadeira, me batendo com o travesseiro. Estava apenas com minha camisa e uma calcinha branca. Linda, leve, com os cabelos bagunçados e a pele ainda quente da noite anterior.

Eu a puxei para perto e joguei na cama, prendendo seus pulsos com firmeza, imobilizando-a com meu corpo sobre o dela. Ela ria descontroladamente enquanto eu fazia cócegas, pedindo por trégua.

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