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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 147

POV: HENRY

— De verdade — ela continuou passando a mão pelos cabelos em frustração —, é tão ruim assim aceitá-la por completo? É isso que te impede? Um detalhe que não muda quem ela é?

— Sua amiga mentiu para mim. — Eu falei mais para mim do que para ela, tentando justificar uma dor que eu mesmo já não sabia como explicar. Estava cansado, exausto de repetir isso a mim mesmo e de ouvir Lucian tentando fazer com que eu visse o outro lado.

— Mande lembranças. — Eu acrescentei, com amargura na voz, prestes a fechar a porta.

Kate se aproximou mais, com os olhos brilhando de indignação.

— Amadureça, Sr. Carter. Você é um homem de negócios, certo? Acostumado a ver o todo? Então por que agora só enxerga o que te fere? — Ela respirou fundo e a voz dela tremeu, mas não perdeu a firmeza. — Lauren quis contar a verdade. Foi por mim que ela não contou. Eu pedi, implorei. Eu tinha medo de que você a descartasse como o Ethan fez, medo de vê-la despedaçada de novo... porque ela já te amava.

As palavras dela bateram em mim como um soco.

— A decisão foi dela em manter a mentira. — Eu retruquei, sentindo meu maxilar travar e o peito apertar.

Mas pela primeira vez, minhas palavras soaram ocas até para mim mesmo.

— Ela ia te contar a verdade. — Kate rebateu, a voz mais baixa, mas firme. — Lauren pode ter escondido a paternidade, sim, mas tudo o que sentiu por você e por Theodor sempre foi real. Ela nunca fingiu o que sentia. Nunca.

As palavras dela ficaram no ar. Eu fiquei ali, parado, tentando processar. O silêncio entre nós pesava, denso.

Kate abriu a porta e se sentou no banco do motorista, mas antes de fechar, virou-se mais uma vez, o olhar mais suave agora, quase triste.

— Sr. Carter... — ela hesitou, respirando fundo. — Ela está pensando em ir embora da cidade.

Meu estômago virou.

— Você realmente quer perdê-la? — ela continuou, me encarando de verdade dessa vez. — Quer mesmo abrir mão da mulher que ama? Tem certeza de que não existe aí dentro, no meio dessa raiva e desse orgulho ferido, um pingo de dúvida... ou de vontade de estar com ela e o bebê?

Meus olhos caíram sobre Theodor, distraído nos fones de ouvido. Inocente, mas no meio de tudo. Eu sentia suor frio escorrer pela nuca e o peito apertado, o coração acelerado de raiva e culpa.

— Pense nisso. — Kate disse por fim, antes de fechar a porta.

O carro arrancou antes que eu tivesse tempo de responder. Fiquei ali parado, com os punhos cerrados ao lado do corpo, tentando controlar a respiração que começava a falhar. Passei as mãos nos cabelos, irritado, frustrado, cansado de mim mesmo.

Sim, ela ia me contar. Sim, eu ainda a queria. Sim, essa história estava me matando por dentro.

Mas ainda doía. Muito.

Voltar para casa era tortura. O silêncio gritava em cada cômodo. O cheiro dela ainda pairava nos lençóis. O riso do Theodor ecoava nas paredes. As lembranças me sufocavam. Preferi a empresa. Pelo menos aqui, eu podia fingir controle, mesmo que fosse uma mentira.

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