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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 149

POV: HENRY

Me aproximei um passo, e vi o medo renascer nos olhos dela.

— A única mulher que eu amei na vida, que ainda amo, e sempre vou amar, é Lauren Becker. E eu não dou a mínima se o nosso casamento acabou. Meus sentimentos por ela não morreram. E nunca vão morrer. — Eu declarei.

Lucian ficou me observando, como se tivesse ouvido algo que ele não esperava. Mia, por outro lado, surtou. Cerrando os punhos, ela avançou feito uma fera descontrolada.

— Mentira! — Ela gritou, tentando me atingir. — Mentira!

Mas Lucian foi rápido e a segurou, imobilizando seus braços enquanto ela esperneava como uma criança mimada em surto.

— Me solta, seu merda! — ela berrava. — Este assunto é entre ele e eu! Saia da minha frente, ou eu juro que destruo a vida daquela babá de quinta categoria!

Babá de quinta categoria.

As palavras dela explodiram dentro de mim como gasolina jogada no fogo.

Meus olhos se estreitaram. O desprezo escapou da minha garganta. A respiração ficou pesada, difícil. Empurrei Lucian para o lado com força e agarrei os dois braços de Mia com tanta violência que seus gritos ecoaram pela sala.

Ela gemeu de dor, os olhos arregalados, o corpo curvado tentando escapar do meu aperto.

— Encoste em um fio de cabelo dela… — Eu murmurei baixo, com a voz carregada de ameaça, cada palavra saindo fria, certeira. — … e não vai haver ninguém no mundo que consiga te esconder de mim, Mia. Eu vou te encontrar. E vou acabar com você.

Vi o corpo dela estremecer. As pernas falharam. O rosto empalideceu, mas ela ainda tentou sustentar a pose. Fracassou miseravelmente.

— Não me subestime. — Eu continuei dando um passo à frente, sentindo a tensão aumentar. — Se você ousar ameaçar de novo alguém que eu amo, eu juro por tudo o que me resta que eu vou destruir a sua vida. E não vou perder nem um segundo de sono por isso.

— Essa mulher te transformou! — Mia gritou, a voz embargada, entre o pânico e o escândalo. Os olhos corriam desesperados para Lucian. — Ele enlouqueceu, Lucian! Ele vai me matar! Faz alguma coisa!

Mas Lucian apenas cruzou os braços e encarou-a com desprezo. Soltou uma risada seca, debochada.

— Para ser sincero… é a primeira vez em dias que vejo o Henry realmente lúcido. — disse ele, aproximando-se de mim e apertando meu ombro com firmeza. — Deixa comigo, irmão. Eu tiro esse lixo para você.

Troquei um olhar com Lucian. O olhar dele era um aviso silencioso: Não estrague tudo, não agora. Assenti, inspirando fundo, forçando o autocontrole que ainda me restava.

Empurrei Mia com força em direção à porta. Não havia mais qualquer traço de gentileza ou tolerância em mim.

— Nunca mais apareça na minha frente, Mia Fontaine. — falei firme, a voz firme, afiada como uma lâmina. — Da próxima vez, o Lucian não vai estar aqui para impedir que eu termine o que comecei.

Caminhei até o móvel de bebidas, abri a garrafa de uísque com as mãos trêmulas de raiva, servi o copo quase até a borda e o ergui na direção dela como uma sentença.

— Isto é uma promessa. — Eu declarei firme.

Ela soluçou alto. A maquiagem já não existia mais, borrada pelas lágrimas que desciam sem controle. O rosto estava branco como papel, os lábios trêmulos, os olhos cheios de medo. Uma das mãos permanecia no pescoço, onde meus dedos haviam deixado marcas roxas.

Mas Mia era venenosa até no desespero. Como uma serpente ferida, recobrou a postura em um rompante. A transformação foi instantânea. O olhar de vítima deu lugar a algo sombrio, insano. Mesmo Lucian pareceu surpreso e recuou ligeiramente ao soltá-la.

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