POV: LAUREN
A voz dele falhou na última linha. Seus olhos, tão azuis, se encheram de lágrimas que se acumularam como poças reluzentes na beirinha dos cílios. Ele ergueu o rosto para mim com a respiração acelerada e as bochechas coradas de emoção.
— Tem certeza disso, Fada? — Ele gaguejou, com a voz embargada. — Eu... eu ouvi a tia Kate dizer que vocês iam embora... Como eu vou ser irmão mais velho se você não vai estar aqui?
Senti o chão vacilar sob meus pés. O medo no olhar dele era como uma faca sendo empurrada devagar contra o meu peito. Doeu. Doeu de um jeito que me fez engolir seco e respirar fundo para não desabar ali mesmo.
— A Tia Kate fala demais... — Eu falei com firmeza, lançando um olhar direto para minha amiga, que desviou os olhos e fingiu examinar o teto, como se de repente ele fosse interessantíssimo.
Me ajoelhei diante dele e segurei suas mãos com delicadeza, acariciando os dedos dele com os meus polegares. Estavam frios, trêmulos.
— Eu não vou embora, meu amor. — Eu sussurrei, com a voz o mais estável que consegui. — Eu só preciso ir a outra cidade resolver umas coisas para o nosso futuro. Mas me escute, está bem? Eu sempre vou vir te buscar. Sempre. Porque você é meu filho. De coração, de alma, e isso nunca vai mudar. Eu jamais, jamais, te abandonaria, Theo. Tem a minha palavra.
Ele não respondeu. Só se jogou nos meus braços com força, os bracinhos finos me apertando como se tivesse medo de que eu desaparecesse se ele afrouxasse o abraço. E eu fiquei ali, com os olhos fechados, sentindo a respiração dele ofegante contra meu pescoço, o coração batendo acelerado no peito pequeno dele. Meu bebê. Meu menino. Meu amor.
— Eu aceito. — ele disse com a voz abafada, segurando o colar com força entre os dedos. — Eu vou ser o melhor irmão do mundo, Fada. Eu prometo.
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, quente, salgada. Beijei o topo da cabeça dele com carinho, sentindo o cheirinho adocicado do shampoo infantil misturado com aquele cheiro de criança que só o Theodor tinha. Meu coração se apertava com amor e dor ao mesmo tempo.
— Eu sei que vai, meu anjo. Eu confio em você. — Eu sussurrei de volta. — E sua irmãzinha também vai confiar.
Kate limpava discretamente os olhos, fungando, enquanto minha mãe tentava conter o choro com um sorriso orgulhoso.
— Vamos prometer de dedinho? — Theo perguntou com a voz embargada, mas com um brilho esperançoso nos olhos.
Ele deu um passinho para trás, esticando o dedinho em minha direção. Sem hesitar, entrelacei o meu no dele, sentindo a pele quente e levemente úmida. Era um gesto simples, mas carregado de um significado enorme para ele e para mim também.
— Então eu aceito. — Theo declarou com firmeza infantil. — E já tenho um monte de ideias para os nomes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO