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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 152

POV: LAUREN

— Lauren, desculpa... — Kate murmurou, os olhos baixos, evitando o meu. — Eu preciso ir. Não vou conseguir levar o Theodor de volta hoje.

Ela parecia exausta. O rosto estava tenso, os ombros enrijecidos. Aquela ligação tinha mexido com ela mais do que queria admitir.

— Ei, tá tudo bem. — Eu segurei sua mão, apertando com carinho. — Eu levo o Theo amanhã. Aviso o Henry. E... se você precisar de qualquer coisa, me liga, a qualquer hora.

— Eu sei. — ela respondeu em um tom abafado. Em seguida, me puxou para um abraço apertado, como quem precisava se ancorar em algo antes de desabar. — Mas isso... isso é algo que eu preciso enfrentar sozinha.

Assenti, respeitando seu silêncio, embora meu coração apertasse por vê-la tão vulnerável. Observei enquanto ela se afastava, a passos lentos, como se cada movimento pesasse toneladas.

Suspirei profundamente e me virei para Theo, que estava sentado no sofá mexendo nas peças de um quebra-cabeça, distraído. Seus pezinhos balançavam no ar, e seus olhinhos se iluminaram quando me aproximei.

— Que tal fazermos uma festa do pijama, só nós três? — Eu perguntei com um sorriso.

Ele imediatamente pulou no sofá, erguendo os bracinhos animado. O som da sua risada ecoou pela sala como um sopro de alívio, e por um instante, senti o peito aquecer.

Peguei o celular. Hesitei. Meus dedos pairaram sobre a tela, trêmulos. A última mensagem de Henry ainda estava ali, fixa, como se me encarasse.

Ele havia me enviado o exame de sangue. Estava ali, incontestável: Henry havia sido drogado. Aquela noite... aquela traição... nunca aconteceu. Armaram para ele. Para nós.

Engoli em seco, os olhos ardendo. Não respondi à mensagem. Nem antes, nem agora. Porque, no fundo, mesmo sabendo da verdade, eu ainda era culpada.

Culpada por tê-lo acusado. Por ter acreditado. Por tê-lo afastado do filho. Por tê-lo afastado... de mim, por ter ocultado a verdade por medo.

E ele era um homem bom. Um homem que me amou com todo o coração, apesar dos muros que eu erguia. Um homem que queria ficar, mesmo quando eu não sabia como me manter de pé.

Mordi os lábios, sentindo a garganta apertar. Então, com o coração acelerado, digitei:

"Olá, Sr. Carter. Gostaria de saber se Theodor poderia dormir aqui hoje? Faremos uma festa do pijama."

Enviei. E esperei.

Minutos se passaram. Nenhuma resposta. Nenhuma notificação. Nenhum sinal dele.

E por que eu esperava algo diferente?

Eu o ignorei por dias. Evitei sua presença, suas ligações, sua voz. Porque a verdade doía. Porque o que eu mais queria no mundo era correr até ele, me jogar em seus braços, sentir seu cheiro, ouvir sua voz rouca dizendo que ainda me amava. Dizer que sinto muito. Que eu me arrependo. Que a nossa filha... precisa dele tanto quanto eu.

Mas a ideia de ser rejeitada novamente me paralisava. Então eu me escondia. Me calava. Me afastava.

Seguimos o dia normalmente. Theo ria, comia pipoca, bagunçava os travesseiros, e eu me esforçava para não transparecer a angústia que me consumia.

Até que, horas depois, o celular vibrou. Meu coração disparou antes mesmo de olhar a tela.

Henry.

Abri a mensagem, as mãos trêmulas.

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