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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 153

POV: HENRY

Lucian estava parado diante da minha mesa com os punhos firmemente pressionados sobre a madeira. As veias saltavam nos braços, os dedos quase pálidos de tanto esforço. A mandíbula travada, os olhos cravados em mim, esperando por uma reação que eu não tinha paciência de dar.

Inclinei a cabeça, impaciente, e levei o copo de uísque à boca com a calma de quem já havia ultrapassado todos os estágios da raiva. O álcool desceu queimando, mas era um ardor confortável perto da revolta que me corroía por dentro.

— Eles merecem morrer pelo que fizeram. — minha voz saiu baixa, firme, sem espaço para interpretação.

Lucian não respondeu de imediato. Se sentou diante de mim com um estalo seco da cadeira contra o piso. Começou a tilintar os dedos sobre a mesa, ritmado, irritante, como se quisesse medir o quanto eu estava prestes a explodir.

— Mia achou mesmo que poderia aparecer aqui com aquela cara de santa desequilibrada e fingir que transamos? — Eu continuei com desprezo. — Me drogou. Me apagou. E teria inventado uma gravidez depois. É o tipo de sujeira que ela faria sem nem piscar.

— Você acha que esse era o plano? — Lucian arqueou a sobrancelha, baixando o tom, como quem caminha sobre cacos de vidro. — Porque precisa ser muito filha da puta pra vir até aqui com aquele salto de psicopata e agir como se fosse bem-vinda.

Soltei uma risada sem humor, amarga.

— Eu não duvido de nada vindo dela ou de James. Dois doentes, manipuladores e nojentos. Me colocaram nessa armadilha como se eu fosse um boneco. E agora... — Eu bebi mais um gole, firme. — Agora a porra da mídia acha que estou me fazendo de vítima para limpar a imagem de um suposto "homem traidor". Como se eu estivesse tentando me passar de inocente.

Lucian resmungou algo ininteligível e jogou a cabeça para trás, encarando o teto como se tentasse conter o impulso de sair quebrando algo.

— O cenário seria bem diferente se você fosse mulher. Se fosse você denunciando que foi drogado e abusado... Estariam queimando a Mia viva agora. Mas não. Você é homem. CEO. Bilionário. — ele falou com ironia escorrendo na voz. — Automaticamente, isso faz de você um mentiroso ou, no mínimo, um canalha tentando limpar a própria barra.

— Exato. — eu disse entre os dentes, tentando conter a revolta. — Porque, nesse mundo, mulher não abusa. Mulher não mente. Mulher não manipula. Ainda mais uma que finge fragilidade como ela. E eu? Fui burro. Burro o suficiente para confiar. Para baixar a guarda por um segundo.

— Você não foi burro, Henry. — ele me cortou. — Você foi vítima de gente doente. Ponto.

Mas eu não consegui absorver aquilo. Porque, por mais que eu soubesse racionalmente, emocionalmente ainda me sentia um idiota completo. O cara que perdeu tudo em segundos, respeito, confiança, a mulher que amava, por causa daquela maldita noite.

Suspirei fundo.

— Bem… — Lucian encolheu os ombros, desviando o olhar por um segundo antes de pigarrear. Ele se inclinou sobre os joelhos, como se estivesse tentando controlar a própria ansiedade. — Eu tenho parte de culpa nisso tudo.

Ergui uma sobrancelha, cruzando os braços com frieza, mantendo minha voz baixa, mas carregada de tensão.

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