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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 157

POV: LAUREN

Eu queria recuar. Queria criar distância. Mas tudo em mim gritava pela proximidade que eu tanto evitei. E me odiava por ainda querer. Por desejar o toque dele, a voz dele, o conforto que só ele me dava. Porque nada disso era justo.

Nem comigo. Nem com ele. Nem com o Theo ou Alice.

A lágrima escorreu antes que eu pudesse conter. Levei a mão ao rosto de forma automática, tentando esconder, mas ele viu.

Henry se levantou devagar, sem dizer nada no início. Seus dedos tocaram meu rosto com delicadeza, e o polegar enxugou minha lágrima com um gesto tão íntimo que me tirou o ar. Sua mão ficou ali, segurando meu rosto, e naquele toque havia algo estranho, uma mistura de cuidado e provocação. Como se ele soubesse exatamente o que fazia comigo.

Prendi a respiração. Meu coração acelerou, e por dentro, tudo girava. Não era só pelo toque, era pela forma como ele me olhava. Pela proximidade do seu corpo, pelo cheiro amadeirado familiar que me cercava, pelo calor da palma da sua mão contra a minha pele. Era tudo... demais. Quente. Intenso. Confuso.

— Você chora tão bonito quanto sorri. — ele disse, com a voz baixa, e aquela intensidade debochada que só ele tinha. A frase não foi dita com leveza. Foi dita como quem vê demais. Como quem ainda me conhece.

Me senti nua. Desprotegida. E fraca.

— Henry... — Eu sussurrei, perdida nos olhos dele. O olhar firme e aquele hálito fresco que misturava café com menta, tão perto da minha boca, me deixaram tonta. Eu queria fugir. Queria me lançar. Mas não consegui fazer nenhum dos dois.

Até que Theo apareceu entre nós. Como se tivesse sentido a tensão. Como se, mais uma vez, fosse ele quem me salvava de mim mesma.

— Ei! Eu também quero sentir ela chutando! — Theo disse com aquele entusiasmo doce que só ele tinha, e sua voz me arrancou um riso involuntário, aliviando um pouco a pressão que crescia dentro de mim.

Peguei sua pequena mão e guiei até o lugar onde Alice parecia mais ativa. E como se reconhecesse o irmão, ela chutou forte. Tão forte que até eu me assustei.

— Nossa! Eu acho que a Alice vai ser uma ninja, Fada! — Theo exclamou com os olhos arregalados, maravilhado. — O chute dela é muito forte!

Henry e eu nos entreolhamos por cima da cabeça dele. E rimos. Uma risada sincera, breve, que doeu. Porque era familiar. Porque me lembrou do que perdemos.

— Você ainda sabe como me deixar intrigado, Becker. — ele comentou, com um sorriso de canto que tinha charme demais e dor de menos. Como se conseguisse brincar com as ruínas que restaram de nós.

Theo saiu correndo pela sala, como sempre fazia, espalhando almofadas e travesseiros por todo lado. A cena era tão simples, mas tão carregada para mim. Ver os dois ali, juntos, brincando como se nada tivesse acontecido... me partia em mil pedaços.

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