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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 25

POV: LAUREN

Eu não sei quanto tempo fiquei no chão chorando. A mente me levou de volta ao que James fez na cozinha.

— Aquele desgraçado nojento! — Eu murmurei com raiva, esfregando os braços como se pudesse apagar o toque asqueroso dele. — O que o Sr. Carter faria se soubesse o que seu amigo fez?

Fechei os olhos e, em vez de encontrar calma, me lembrei de Henry. O calor do abraço dele, o carinho inesperado em meus cabelos, e aquele aroma amadeirado que parecia me envolver por completo. Ele me olhou como se realmente se importasse. Quando me afastei, por um breve momento desejei que ele me segurasse, que não me deixasse ir, que... Ele me beijasse.

— O que eu estou pensando? — Sussurrei para mim mesma, balançando a cabeça como se pudesse afastar essas ideias. — Sou apenas a babá dele. James tem razão, por que Henry se importaria com o que fazem comigo?

Respirei fundo, saindo do chão. Lavei o rosto no banheiro, tentando apagar os traços de choro. A noite foi longa, cheia de reviradas na cama e pensamentos que não me deixavam descansar. Quando o despertador tocou, eu já estava de pé. Coloquei uma roupa confortável e fui ao quarto de Theo para acordá-lo.

Ao abrir a porta, me deparei com uma cena inesperada que me fez parar na entrada. Henry estava deitado na cama de Theo, o pequeno aninhado em seus braços. O livro que provavelmente estavam lendo na noite anterior estava aberto ao lado deles. A cena era tão tranquila e doce que meu peito se apertou. Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios.

Theo parecia em paz, segurando levemente a camisa do tio com sua mãozinha. Meu olhar recaiu sobre Henry. Mesmo dormindo, ele parecia tão imponente. Os traços marcantes, o nariz fino, o queixo perfeitamente esculpido, os cabelos loiros um pouco desgrenhados. Ele parecia tão diferente daquele CEO frio e autoritário. Naquele momento, ele parecia apenas um homem... Um homem lindo.

— Sr. Carter, você realmente sabe surpreender. — Sussurrei para mim mesma, sem conseguir desviar o olhar por alguns segundos.

Virei-me nas pontas dos pés, tentando sair sem fazer barulho, mas uma voz sonolenta me deteve.

— Fugindo de novo? — A voz de Henry soou rouca e levemente divertida, fazendo meu coração disparar. Girei nos calcanhares para encará-lo, mas desviei rapidamente o olhar, sentindo minhas bochechas aquecerem. Coloquei as mãos atrás do corpo e balancei levemente, nervosa.

— Não queria acordá-lo, Sr. Carter. — Eu falei em um tom profissional, embora minha voz soasse mais baixa do que eu gostaria. — Vou deixá-los descansar, volto mais tarde.

— Fada? — Theo chamou com a voz ainda sonolenta, coçando os olhos enquanto se mexia nos braços de Henry. — Onde você vai?

Eu hesitei por um momento, tentando pensar em algo que soasse natural e não me entregasse. Não podia simplesmente dizer que estava fugindo porque ontem à noite eu havia perdido completamente a compostura e me jogado nos braços de seu tio.

— Vou preparar o café da manhã! — Eu respondi rapidamente, forçando um sorriso.

— Eu tenho uma ideia melhor. — Henry interveio, interrompendo minha tentativa de escapar. Ele se levantou, espreguiçando-se, e o movimento fez com que seus músculos se destacassem de forma quase exagerada. O tecido da camisa se ajustava perfeitamente ao corpo dele, e, por um instante, fiquei hipnotizada. Ele percebeu, claro, porque arqueou uma sobrancelha de maneira divertida, um sorriso insinuante se formando no canto dos lábios.

Eu balancei a cabeça rapidamente, desviando o olhar para o chão, enquanto sentia meu rosto queimar. — Qual é a sua ideia, Sr. Carter?

Henry riu baixo, um som rouco que parecia ressoar por todo o quarto, e Theo, agora mais desperto, olhava de um para o outro como se tentasse entender o que estava acontecendo.

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