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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 58

POV: LAUREN

Meu coração batia tão forte que parecia prestes a sair do peito.

— Você podia ter ficado quieto, mas não. Agora vai morrer primeiro, e sua esposa logo depois! — Ele gritou, os olhos cheios de ódio enquanto destravava a arma.

Minha mente congelou por um segundo, mas então, em um impulso, agarrei a cadeira mais próxima e, com todas as forças, bati contra as costas dele.

O impacto o fez tombar para frente, atordoado, uma das mãos indo automaticamente para a cabeça.

— Sua vadia! — Ele rosnou, virando-se furioso.

O tapa veio rápido e brutal. Minha cabeça virou com o impacto, o gosto metálico de sangue tomou minha boca.

Antes que eu pudesse reagir, senti seus dedos se enroscarem no meu cabelo, puxando com tanta força que um grito escapou dos meus lábios.

— Você é uma imprestável, igual ao seu pai, Lauren Becker! — Ele cuspiu as palavras, sua voz carregada de desprezo.

Lágrimas queimaram meus olhos.

— Por favor, me solte. — Minha voz saiu em um fio, quebrada pelo pânico. — Não faça isso... por favor...

Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava aliviar a dor do puxão, minha respiração acelerada, cada fibra do meu corpo gritando por ajuda.

— Quantas vezes eu chorei desesperado após perder tudo? — Ele riu, mas era um riso doentio, cheio de rancor. — Implorei para que não me expulsassem, para que me dessem comida, para que não me abandonassem... e ninguém se importou! Eles zombaram de mim! Então por que eu deveria te poupar disso? A culpa é sua e da sua família pela minha desgraça!

Minha respiração ficou presa no peito, o terror me paralisando. O olhar dele era selvagem, sem controle.

Vi quando seu braço começou a se erguer, a arma apontando diretamente para mim. Meu corpo gelou, o ar ficou pesado, e tudo que consegui fazer foi fechar os olhos com força.

"Theo, eu sinto muito por te deixar."

O pensamento me rasgou por dentro.

Mas então, o impacto veio.

Meu corpo foi lançado ao chão com brutalidade, e um grito escapou dos meus lábios. Meu coração disparou quando abri os olhos e vi Henry sobre o homem, seus braços agarrando o agressor, lutando para desarmá-lo.

O homem tentou se virar, mas Henry foi mais rápido. Uma luta intensa começou entre os dois, seus corpos se chocando contra as mesas e cadeiras caídas.

Henry desferiu uma sequência de socos no rosto dele, seu maxilar travado de raiva enquanto a outra mão segurava o pulso do homem, impedindo-o de levantar a arma novamente.

— Largue isso, seu desgraçado! — Henry rosnou entre os dentes, sua voz carregada de fúria.

Com um golpe violento, Henry esmagou a mão do homem contra o chão até que o revólver escorregasse de seus dedos.

Vi minha chance.

Me levantei de um salto e corri até a arma, chutando-a com toda a minha força para longe, fazendo-a deslizar para debaixo de uma mesa tombada.

O homem se contorceu, tentando se recompor.

— Seus malditos! — Ele cuspiu sangue no chão, os olhos fervendo de ódio. — Eu vou matar vocês dois!

Mas Henry não lhe deu tempo para reagir.

Outro soco. Dessa vez, um golpe brutal direto no queixo.

O corpo dele desabou.

Ele gemeu de dor, tossindo sangue enquanto tentava se mover, mas não tinha mais forças.

O restaurante estava em completo silêncio.

Olhei em volta, e percebi que todos haviam fugido. Havíamos sido abandonados.

Meu peito subia e descia rápido, o coração martelando nas costelas.

Henry ajeitou o paletó, respirando fundo enquanto caminhava até o homem caído.

Ele o encarou com desprezo.

Meu corpo ainda tremia, mas consegui me levantar e ir até ele. Segurei seu ombro, tentando detê-lo.

— Henry... chega. — Minha voz saiu trêmula, mas firme.

Ele virou o rosto lentamente para mim.

Seus olhos estavam escuros, perigosos. Cheios de raiva.

E naquele momento, entendi.

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