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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 59

POV: LAUREN

O barulho das sirenes ecoava dentro do restaurante vindo de fora, as luzes do local, pareciam mais intensas refletindo na poças de sangue de Henry que estava espalhada pelo chão.

O pânico era visível nas poucas pessoas que ainda permaneciam ali. Funcionários observavam de longe, chocados e paralisados pelo medo.

Eu estava ajoelhada no chão, minhas mãos trêmulas pressionando meu ventre, enquanto meu olhar estava preso ao corpo imóvel de Henry.

— Afastem-se! — A voz do paramédico soou firme. — Deem espaço!

O policial me puxou para cima, enquanto me segurava tentando me levar para trás, mas eu me debati, lutando com todas as minhas forças.

— Não! Não posso sair daqui! Ele está sangrando! Ele está morrendo! — Minha voz saiu embargada, cortada pelo choro. — Eu não posso o deixar sozinho... Ele, ele me salvou, ele....

— Senhorita, por favor, você precisa se acalmar e deixar os paramédicos fazerem o trabalho deles. — O policial insistiu, tentando me manter afastada enquanto os socorristas corriam para atender Henry.

Meus olhos captaram cada movimento deles: as mãos pressionando o ferimento no abdômen dele, os gritos de “precisamos de mais compressas”, o barulho dos equipamentos sendo ligados.

— Vamos, Henry, fique comigo! — Uma das paramédicas murmurou, checando seus sinais vitais.

— Pressão caindo rápido! — Outro avisou.

— Comece o oxigênio. — Disse um dos profissionais checando Henry. — Ritmo fraco!

Meu coração parou no momento em que ouvi o apito longo e constante do monitor cardíaco.

— Ele entrou em parada! — Avisou o socorrista. — Desfibrilador, rápido!

Minhas pernas cederam e eu caí no chão.

— Não! Ele não pode morrer! — Meus pulmões queimavam, minha visão estava turva de lágrimas. — Por favor, salvem ele! Por favor!

Minha respiração ficou irregular.

De repente, uma dor lancinante me atravessou o baixo ventre.

Me encolhi, pressionando minha barriga com força.

Foi quando senti algo quente escorrendo entre minhas pernas.

— Senhorita! Você está sangrando! — O policial que me segurava exclamou em alerta. — Ajuda aqui, ela está machucada.

Um dos paramédicos, que estava ao lado de Henry, se levantou e veio até mim.

— Você foi ferida? — Ele parou a altura dos meus olhos. — Onde está doendo?

Eu tentei responder, mas minha boca secou. A dor me deixou sem ar por um momento.

O som do desfibrilador sendo carregado me fez tremer ainda mais.

— Carregando... Choque em um, dois, três! — A descarga foi liberada, e o corpo de Henry saltou levemente.

— Vamos, Henry! — Eu gritei, entre soluços. — Theo precisa de você, por favor.

O paramédico me segurou pelos ombros.

— Senhorita, preciso saber onde está doendo. — Ele fez uma pausa me avaliando tentando localizar algum ferimento aparente. — Você levou algum golpe no abdômen?

Minha voz saiu fraca, entrecortada:

— Eu... eu estou grávida. — Eu consegui dizer.

O rosto do paramédico endureceu.

— De quanto tempo? — Ele indagou visivelmente preocupado.

— Nove semanas. — Sussurrei, sentindo outra pontada de dor atravessar meu corpo.

Ele se virou e gritou:

— Maca aqui, rápido! Precisamos levá-la ao hospital! — O paramédico fez sinal ao outro.

Outro paramédico se ajoelhou ao meu lado e começou a medir minha pressão, enquanto um terceiro preparava um soro intravenoso.

— Ela está pálida. Pulso fraco. — Ele exclamou.

— Meu bebê... — Minha voz falhou embargada. — Estou perdendo meu bebê?

— Vamos cuidar de você. — O paramédico tentou me tranquilizar, mas a preocupação era evidente em seus olhos.

Meu olhar voltou para Henry.

— E-ele? Como ele está? — Eu gaguejei, ofegando de dor.

— Estabilizado, será transportado agora. — Explicou o paramédico de forma profissional. — Mas agora precisamos nos concentrar em você, você precisa se manter acordada.

Minha visão ficou turva.

Eu vi quando ergueram Henry na maca, seu rosto pálido, sua respiração irregular.

Apoiei uma das mãos no chão, tentando me manter consciente, mas tudo parecia escurecer ao meu redor.

— Henry não pode saber... — Eu murmurei fracamente.

— O quê? — Indagou o socorrista confuso. — O que ele não pode saber?

— Ele não pode saber do bebê. — Eu sussurrei fraca.

Minha última visão foi o sangue se espalhando no chão antes de tudo se apagar.

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