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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 66

POV: HENRY

Desde o beijo, Lauren não apareceu mais no meu quarto. Eu sabia que ela já havia recebido alta porque Theodor me contou quando chegou com Lucian para me visitar.

— Você assustou sua babá? — Lucian provocou com um sorriso divertido, se recostando na cadeira ao lado da cama.

Eu bufei, irritado com a ausência de Lauren.

— Foi ela quem me beijou. — Eu respondi secamente.

Lucian arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.

— Ah, então agora as mulheres fogem depois de te beijar? Interessante. — Ele riu, balançando a cabeça. — Deve ser porque você beija mal.

Lancei um olhar afiado em sua direção.

— Eu não beijo mal. — Eu respondi com mau-humor.

— Se tem tanta certeza, por que ela fugiu? — Lucian provocou fingindo conter o riso preso na garganta.

Minha mandíbula travou. Eu sabia que Lucian estava apenas se divertindo às minhas custas, mas a verdade era que essa situação me incomodava mais do que deveria.

— Lauren ainda está se recuperando. — Theo interveio, segurando um estetoscópio de brinquedo contra meu peito. Ele usava um jaleco branco infantil e um kit médico de brinquedo, claramente algo que Lauren havia comprado para ele.

— Tio Henry está bem do coração, doutor? — Lucian debochou, olhando para Theo, que franziu a testa concentrado.

— Está batendo muito forte. — Theo disse sério, inclinando a cabeça. — Mas acho que é porque ele sente falta da fada.

Engoli em seco, desviando o olhar.

— Theodor, concentre-se no exame. — Eu falei apressado.

— Tio Henry gosta da fada. — Ele insistiu, dando de ombros. — E a fada gosta do tio Henry.

— Olha só, parece que temos um especialista em romance aqui. — Lucian zombou.

— Theo, vá brincar lá fora. — Eu cortei, ignorando Lucian. — E não se preocupe, eu estou bem.

— Tio Henry, respira fundo e solta devagar. — Theo insistiu pela milésima vez, ignorando completamente meu olhar impaciente. — Parece que está bem. Agora deixa eu ver os pontos.

— Theodor, você já viu duas vezes. — Eu bufei, me remexendo na cama. — Não mudou nada desde a última vez que checou.

Ele fez uma careta, claramente descontente com minha resposta, mas manteve a atenção em mim.

— Lauren te disse alguma coisa? — Eu indaguei, tentando parecer casual.

Lucian soltou uma risada baixa, cruzando os braços.

— Sério, Henry? — Lucian pirraçou. — Vai usar seu sobrinho como informante? Isso é golpe baixo até para você.

Lancei um olhar impaciente.

— Lucian, eu não te pago para ficar aqui me enchendo o saco.

Peguei a garrafa de água ao meu lado e joguei na direção dele, mas o movimento fez um gemido escapar dos meus lábios quando a dor no abdômen me atingiu.

— Droga, isso ainda dói.

— Se ainda sente dor, deveria parar de se estressar por coisas que não pode controlar. — Lucian zombou, desviando da garrafa.

Antes que eu pudesse responder, Theo puxou minha mão com força, seu olhar preocupado fixo em mim.

— Tio, quando você vai voltar para casa? — Ele me olhou com os olhos brilhantes.

A voz dele saiu baixa, carregada de um receio que me atingiu de imediato. Desde o tiro, Theo vinha me visitar todos os dias. Ele estava mais próximo, fazia questão de me cuidar e ficar por perto. Era nítido seu medo de me perder.

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