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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 77

POV: HENRY

Pedi a Charlotte, minha secretária e braço direito, que trouxesse os documentos e propostas da empresa. Meu notebook também veio junto. Ela bateu na porta antes de entrar, um sorriso largo no rosto ao me ver.

— Chefinho, vejo que está melhor. — Ela sorriu, a voz doce e ligeiramente insinuante. — Como se sente? Fiquei tão preocupada quando soube o que aconteceu.

Ajustei-me nos travesseiros, puxando a mesa para iniciar o trabalho.

— Estou bem, foi apenas um susto. — Eu respondi sem dar muita atenção. — Me atualize.

Charlotte assentiu, assumindo um tom mais profissional.

— Os contratos enviados estão na fase final. A equipe de negociações seguiu com sua agenda e reagendei as reuniões mais importantes para o próximo mês, para que possa se recuperar totalmente. — Ela colocou os papéis sobre a mesa, os dedos deslizando levemente sobre a superfície. — Estes documentos precisam da sua assinatura. Estou acompanhando todos os projetos de perto e enviando relatórios constantes para seu e-mail... — Ela fez uma pausa, inclinando-se sutilmente. — Chefe?

Levantei o olhar, arqueando uma sobrancelha.

— O que foi?

Foi então que percebi o quanto ela estava próxima. Sua camisa social tinha alguns botões abertos a mais do que o habitual. Seu perfume era marcante, e o olhar que ela me lançava era tudo, menos profissional.

— O senhor não deveria estar descansando? — Ela inclinou-se mais do que o necessário, deixando à mostra parte do sutiã vermelho de renda sob a camisa entreaberta.

Ela era uma profissional competente, mas seu interesse por mim nunca foi segredo. Charlotte não era mulher de se interessar por muitos homens.

— Posso ver? — Charlotte ressoou mais baixa, a voz arrastada. Seu olhar percorreu meu corpo enquanto esticava a mão, tocando minha camisa, ameaçando levantá-la. — Ainda dói?

— Incomoda um pouco. — Eu dei de ombros e segurei sua mão firmemente. — Charlotte, o que está fazendo? Te chamei aqui para trabalhar.

Ela sorriu, não se intimidando.

— Ah, chefinho, eu tive tanto medo de te perder. Me deixe cuidar de você. — Ela deslizou a língua pelos lábios vermelhos antes de se inclinar ainda mais. Meu corpo instintivamente se moveu para trás. — Posso beijar sua ferida e te fazer esquecer da dor?

Meus olhos ficaram frios. Eu já sabia onde isso ia dar.

— Charlotte, não viu nos jornais que sou um homem casado agora? — Eu endireitei minha postura, minha expressão se tornando afiada.

Ela riu baixo, passando a unha levemente pela costura da minha calça.

— Eu te conheço, Sr. Carter. Sei que a mídia deve ter te empurrado para isso para manter as aparências. — Charlotte deslizou a mão por minha coxa, subindo lentamente, apertando e massageando, testando minha reação.

Seus olhos estavam fixos nos meus, esperando um sinal, um indício de que eu cederia. Mas ela não conhecia meus limites.

Mordi a boca por dentro, ainda sentia meu corpo quente pelo sonho com Lauren. A lembrança da sua pele, do jeito que ela me tocava, me fez reagir bruscamente. Segurei a mão de Charlotte com mais força do que pretendia, arrancando um gemido de dor dela.

— Mantenha o profissionalismo, Charlotte! — Eu rosnei entre os dentes, meu maxilar tenso.

O som de vidro quebrando me fez virar a cabeça.

Lauren estava na porta, olhos arregalados e marejados. Ela segurava uma bandeja, mas o copo de suco havia caído, estilhaçando-se no chão.

— Lauren... — Eu soltei Charlotte e fui até ela, abaixando-me. — Você está bem?

Ela desviou o olhar, a respiração curta.

— Me desculpe, eu não quis atrapalhar, Sr. Carter. — Sua voz saiu apressada, e então ela gemeu ao cortar o dedo nos cacos de vidro, levando-o à boca instintivamente. — Eu sou mesmo uma idiota desastrada.

Meu peito apertou ao vê-la tão vulnerável. Estendi a mão para segurar a dela.

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