POV: LAUREN
— Não! Não faça isso, é perigoso! — Eu gritei, correndo em sua direção enquanto ele começava a se debater na água, engolindo grandes goles e afundando. — Calma, eu vou te salvar!
Sem pensar duas vezes, mergulhei no lago e nadei com todas as forças até alcançá-lo. Seus pequenos braços agarraram meu pescoço com força, seus soluços eram altos e seu corpo tremia de medo.
— Ei, está tudo bem, eu te peguei. Você está seguro agora — Eu murmurei suavemente, tentando acalmá-lo enquanto o segurava com firmeza. — Eu vou te levar para a terra firme, tudo bem? Apenas confie em mim.
Com cuidado, nadei de volta até a margem, mantendo o menino próximo de mim, sentindo seu desespero diminuir aos poucos. Assim que cheguei à terra, coloquei-o delicadamente no chão, certificando-me de que estava bem.
— Estou com medo. — Ele choramingou, apertando-se ainda mais em meus braços, sua voz trêmula. — Eu não quero dizer adeus.
— Oh, meu pequeno... — meus olhos se encheram de lágrimas, e eu o envolvi em um abraço apertado, tentando transmitir conforto. — Seus pais precisam que você diga adeus para que eles possam seguir em frente.
— Mas eu não quero que eles vão embora sem mim! — ele chorou, sua dor cortando meu coração. Com cuidado, afaguei seus cabelos molhados, afastando-me apenas o suficiente para secar suas lágrimas.
— Não é assim que funciona, meu anjinho. — Eu sorri suavemente, tocando suas bochechas frias da água. — Eles sempre estarão com você, bem aqui.
Apontei para o seu pequeno peito, tentando confortá-lo, mas ele arregalou os olhos e voltou a olhar fixamente para o rio.
— Não, eles não vão me encontrar! — ele exclamou, desesperado, tentando correr novamente em direção à água.
— O que está fazendo? Você quase morreu afogado! — Eu gritei, segurando-o com firmeza, o que o fez parar e começar a chorar ainda mais. Sua expressão era de puro desespero, e meu tom forte claramente o assustou.
— Ei, não quis brigar com você. — Eu falei em um tom mais suave, abaixando-me para ficar na sua altura. — Estou com medo de que você se machuque. Por favor, me diga, onde está sua família? Quem está cuidando de você?
Ele soluçou, tentando recuperar o fôlego, mas não respondeu, seus olhos desviaram para o chão com vergonha.
— Eu fugi do meu tio enquanto ele se despedia. — respondeu o pequeno, ainda soluçando. — Fiquei com raiva dos meus pais porque eles me deixaram. Então joguei o colar que me deram para lembrar deles no lago. Agora, meus pais nunca mais vão me achar!
— Um colar? — Eu perguntei, suspirando enquanto pensava. Mordi os lábios, alternando meu olhar entre o lago e o menino. — Vamos fazer um acordo, está bem?

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