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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 9

POV: HENRY

Um segundo foi o suficiente para ele desaparecer. Ao longe, ouvi seus gritos. O som de sua voz em pânico clamando por mim fez meu peito apertar e minha respiração descompassar.

— Socorro, tio Henry, por favor! — Theodor gritava, a voz cheia de desespero. — Ela vai morrer!

— Theodor! — Eu gritei em resposta, meu coração disparado. Um frio percorreu minha espinha, e senti o suor escorrer pela testa enquanto corria pelo cemitério, ignorando qualquer coisa ao meu redor. Segui sua voz até alcançar o lago.

Lá estava ele, parado na beira da água, apontando freneticamente para algo que eu ainda não conseguia ver.

— Você precisa salvá-la! — ele gritava, a voz trêmula, os olhos arregalados e cheios de lágrimas.

Me aproximei rapidamente, franzindo o cenho ao ouvir suas palavras.

— Do que está falando, Theodor? Quem? — perguntei, tentando entender enquanto minha respiração estava pesada pela corrida.

— A fada está se afogando! — ele gritou, sua ingenuidade transparecendo no tom urgente.

Parei por um momento, confuso.

— A fada? — Eu repeti, olhando para ele com descrença. — Que brincadeira é essa, Theo?

Minha voz soava mais irritada do que deveria. Eu olhei para ele de cima a baixo, tentando verificar se ele estava bem. Parte de mim acreditava que era mais uma de suas tentativas de chamar atenção.

— Lá, olha! — ele gritou insistente, e meus olhos seguiram na direção que ele indicava. Uma mulher estava na água, se debatendo desesperadamente, claramente se afogando.

— Droga! — Eu exclamei, arrancando os sapatos enquanto olhava rapidamente para Theo. — Não saia daí, entendeu?

Sem esperar resposta, saltei para dentro da água gelada. A corrente era mais forte do que parecia, e a mulher já estava quase desacordada. Nadei com força, segurando-a nos braços. Quando tentei puxá-la, percebi que algo estava prendendo seu pé.

Mergulhei, enxergando que uma alga grossa estava enroscada. Puxei com toda a força, soltando-a por fim, e consegui arrastá-la para fora da água, minha respiração ofegante enquanto a colocava no chão. Ela estava desacordada.

— Ei! — chamei, dando leves t***s em seu rosto na tentativa de despertá-la. — Vamos acorde, você está bem?

Após alguns segundos, ela tossiu forte, virando o rosto e expelindo a água dos pulmões antes de me empurrar levemente. Soltei um suspiro longo, me sentando ao lado dela, exausto.

— Viu, tio Henry? Eu disse que ela precisava de ajuda! — Falou Theodor, aproximando-se com olhos arregalados. Ele tocou os cabelos molhados da mulher com cuidado, a preocupação clara em sua expressão. — Fada, você está bem?

— Fada? — Eu questionei em voz alta, franzindo o cenho enquanto olhava para ele.

A mulher virou o rosto lentamente, seus olhos encontrando os meus. Por um momento, o tempo pareceu congelar.

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