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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 86

POV: HENRY

O silêncio da noite me envolvia quando estacionei em frente à mansão. Era tarde, mais do que o habitual, e mesmo exausto após um dia infernal, algo dentro de mim me impulsionava a voltar para casa com uma ansiedade inexplicável. Um aperto no peito que eu não conseguia ignorar. Sentia a necessidade de ver minha família ali, de confirmar que tudo estava no lugar.

Respirei fundo antes de entrar. A casa estava escura e silenciosa. Tirei o paletó e subi as escadas em direção ao quarto. O cansaço pesava em meus ombros, mas a inquietação me impedia de simplesmente apagar. Segui direto para o banheiro, liguei o chuveiro e deixei a água quente escorrer pelo meu corpo. O banho deveria me relaxar, mas minha mente continuava em alerta. Algo estava errado?

Saí do banho e fui para o quarto. Quando me deitei, senti um incômodo imediato. A cama estava vazia. Meu olhar percorreu o quarto silencioso. Lauren e Theodor não estavam ali. Algo dentro de mim se apertou.

Levantei-me e caminhei até o quarto de Theodor. Ele dormia profundamente, abraçado a um de seus bichos de pelúcia, esparramado na cama de um jeito despreocupado. Me aproximei, puxei o cobertor sobre ele e passei a mão por seus cabelos macios.

— Você foi o melhor presente que Deus me deu, meu garotão. — Murmurei, depositando um beijo em sua testa.

Com um último olhar para Theo, me virei e atravessei a porta anexa que ligava ao quarto de Lauren. Encontrei-a adormecida, os cabelos desgrenhados sobre o travesseiro, a respiração tranquila. Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios ao vê-la assim. Hesitei por um momento, ao me aproximar, mas não resisti. Caminhei até a cama e me deitei ao seu lado, puxando-a delicadamente para o meu peito.

Lauren murmurou algo inaudível e abriu os olhos sonolenta.

— O que você está fazendo aqui? — Sua voz saiu baixa e rouca de sono.

Apertei-a um pouco mais contra mim, inalando seu cheiro.

— Dormindo com minha esposa. — Eu respondi simplesmente, ignorando qualquer pensamento que gritava contestando “apenas no contrato”.

Ela não contestou. Apenas sorriu suavemente e se aconchegou ainda mais contra meu peito. Fechei os olhos, sentindo seu calor, e logo o sono me venceu.

Eu não sabia por quanto tempo dormi, mas acordei abruptamente com uma sensação estranha. Algo estava errado. Minha pele estava gelada, e senti umidade sob mim. Passei a mão sobre o lençol e algo viscoso aderiu aos meus dedos.

Minha respiração travou.

Liguei o abajur ao lado da cama e congelei ao ver a poça de sangue espalhada pelo lençol. Meu coração disparou, meu primeiro instinto foi checar meu próprio corpo. Toquei meu abdômen, onde antes havia um ferimento, mas estava tudo normal.

O sangue não era meu.

Minha cabeça virou imediatamente para Lauren. Puxei o cobertor e meu sangue gelou. O lençol sob ela estava encharcado de vermelho, suas pernas manchadas. Ela gemeu baixinho quando a sacudi, sua pele pálida e quente demais ao toque.

— Lauren! — Minha voz saiu em um grito desesperado enquanto eu a segurava pelos ombros, tentando acordá-la.

Ela não respondeu.

— Vamos pequena, acorde, não me assuste assim... — Eu murmurei, dando leves tapinhas em sua face para a despertar, mas nada.

O pânico me dominou. Meu coração batia tão forte que podia senti-lo nos ouvidos. Peguei Lauren nos braços sem pensar duas vezes e saí do quarto às pressas.

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