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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 87

POV: HENRY

Fiquei parado, vendo os médicos e enfermeiros levarem Lauren para dentro, o sangue ainda fresco em minhas mãos. Uma enfermeira disse algo sobre eu não poder ultrapassar dali, mas sua voz parecia distante. Meu coração batia tão forte que eu mal conseguia pensar.

— Henry, venha. Você precisa se limpar. — Eu ouvi Lucian dizer ao meu lado. — Vou pedir ao motorista para trazer roupas limpas para você.

Me virei para ele com um olhar frio, cerrando os punhos.

— Eu não vou a lugar algum. — Minha voz saiu cortante. — Ela está grávida!

Lucian soltou um longo suspiro, medindo as palavras antes de falar.

— Supostamente. O médico pode ter deduzido pelo sangramento. — Ele disse com cautela. — Pode ser muitas coisas, Henry. Você precisa manter a calma e estar bem quando puder vê-la.

Eu balancei a cabeça, ainda tentando processar.

— Grávida… — Eu murmurei, sentindo meu peito apertar. Lancei outro olhar para as portas fechadas. — E se for verdade?

Lucian arqueou uma sobrancelha, tentando aliviar a tensão.

— Você dormiu com sua babá? — Ele sorriu de canto, mas rapidamente limpou a garganta quando meu olhar furioso o atravessou. — Bem, se for verdade, a família aumenta e Theodor terá um primo-irmão para brincar.

Me virei bruscamente para ele, meu rosto queimando de frustração.

— Isso não tem graça, Lucian! — Eu exclamei, passando as mãos pelos cabelos, me jogando na cadeira da sala de espera.

Lucian soltou um suspiro e se sentou à minha frente.

— Não estou brincando, Henry. Deus tem um jeito peculiar de conduzir a nossa vida. — Ele apoiou os cotovelos nos joelhos, me analisando. — Eu te falei que talvez ela pudesse cuidar de você e te ensinar algo. Sua relação com Theodor melhorou muito. Até sua arrogância diminuiu.

Minha mandíbula se contraiu. Eu não queria ouvir aquilo agora. Eu só queria respostas, saber como ela estava.

O tempo parecia se arrastar enquanto eu aguardava, o estômago revirando, meu peito apertando com cada minuto que passava sem notícias. Eu precisava saber. Eu precisava vê-la.

— Qual era sua política mesmo? — Lucian provocou, me tirando do meu transe enquanto eu balançava a perna, ansioso e agitado. — "Eu não durmo com empregados, mantenho a linha entre o profissional e o pessoal."

— Não enche. — Eu resmunguei, soltando um suspiro pesado. Meu peito parecia comprimido. — Eu estou ferrado!

Lucian sorriu de canto, tentando aliviar o clima tenso.

— Pense pelo lado bom. — Seu tom era irônico, mas a verdade me atingiu. — Pelo menos já estão casados, e você é podre de rico.

Ignorei a provocação, esfregando as mãos uma na outra. Eu precisava manter o controle, mas a espera estava me destruindo por dentro.

— Espero que ela fique bem. — Eu murmurei, sentindo o peso da incerteza.

Recebi as roupas limpas e me troquei rapidamente. Mas, ao invés de me acalmar, comecei a andar de um lado para o outro na sala de espera. O tempo parecia congelado. Minha paciência estava no limite.

— Que inferno, quanta demora! — Eu rosnei, a irritação transbordando.

— Isso é um bom sinal, Henry. — Lucian tentou amenizar. — Estão cuidando bem dela.

Parei abruptamente e encarei meu amigo.

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