POV: HENRY
— Será providenciado. — O médico confirmou. — Gostaria de vê-la agora?
— Claro. — Eu respondi sem pensar duas vezes.
Antes de seguir, me virei para Lucian, que apenas acenou com a cabeça.
— Não se preocupe, vou para sua casa cuidar do Theodor e organizar tudo com as empregadas. — Ele garantiu. — Concentre-se na senhorita Becker.
Passei a mão no rosto, sentindo o peso do choque ainda em meu corpo. A imagem dela, pálida e coberta de sangue, continuava me assombrando.
— Obrigado… por tudo. — Eu murmurei, ainda tentando assimilar tudo que havia acontecido.
Lucian me olhou com um misto de diversão e cumplicidade.
— E por que, exatamente, você estava na minha casa tão tarde? — Eu questionei, estreitando os olhos.
Lucian sorriu de canto.
— Conversamos sobre isso depois. Agora, você tem uma esposa e um filho para se preocupar. — Ele piscou, antes de acrescentar com uma provocação. — Henry Carter, o mais novo papai do ano… Olha só, quem diria?
Revirei os olhos, soltando um suspiro exasperado.
— Lucian, se eu não precisasse da sua ajuda agora, eu te socaria. — Eu resmunguei, sentindo uma mistura confusa de emoções.
Me virei e segui o médico pelo corredor. Meu coração estava acelerado, minha mente a mil. Mas no fundo, um calor diferente se instalava dentro de mim.
Ela está grávida do nosso filho.
Não pude evitar um pequeno sorriso ao pensar nisso.
Nossa família.
Cada passo parecia pesado, minha mente rodava com tantas perguntas e incertezas.
Por que ela não me contou?
Lauren achava que não podia confiar em mim ou achou que eu a rejeitaria?
Os pensamento pesavam como se estivesse carregando um peso invisível, eu não conseguia esquecer o medo que senti ao segurá-la nos braços, impotente.
Assim que cheguei à porta do quarto, respirei fundo e entrei. Meu coração deu um salto ao vê-la deitada na cama, conectada a aparelhos, recebendo soro na veia. Seu rosto estava ainda mais pálido sob a luz fraca do quarto. Ela parecia frágil, pequena demais naquela cama enorme.
Me aproximei lentamente, sentindo um aperto no peito. Passei a mão pelos cabelos, tentando organizar os pensamentos, mas era impossível. Tudo que eu queria era vê-la abrir os olhos e me dizer que estava bem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO