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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 91

POV: HENRY

Becker hesitou, e isso foi suficiente para que eu semicerrasse os olhos e analisasse cada nuance de sua expressão. Havia algo que ela ainda não me dizia. Seu corpo tenso, os dedos trêmulos, a forma como evitava me encarar diretamente. Era medo de se machucar novamente?

— Lauren. — Me aproximei, sentando-me na lateral da cama. Segurei suas mãos entre as minhas, sentindo sua pele fria e delicada. Seus olhos se arregalaram, passando do contato para o meu rosto. — Não sou o seu ex-marido. Não tenho a intenção de machucá-la ou abandoná-la quando mais precisar.

Seus olhos brilharam com lágrimas contidas. Seus lábios tremeram sob a pressão dos próprios dentes. Não gostei daquilo. Desfiz o aperto deslizando o polegar sob seu queixo, erguendo seu rosto para mim.

— Acabou de selar o pior acordo comigo, Becker. — Eu sorri de canto, vendo a confusão tomar conta de seu semblante. — Agora, definitivamente, vocês me pertencem.

— Henry, isto... — Ela gaguejou, sua mão apertando a minha, sua voz saindo num sussurro hesitante. — Por favor, não diga essas coisas. Você é o meu chefe, somos de mundos diferentes. Não sou alguém que valha sua reputação…

Inclinei-me ainda mais, a tensão entre nós aumentando. Sua respiração vacilante batia contra minha pele.

— E desde quando eu deixo alguém decidir o que vale ou não para mim? — Eu murmurei, minha voz baixa, controlada.

Lauren fechou os olhos por um instante, como se tentasse se agarrar a algo racional. Mas era tarde. Eu já havia tomado a minha decisão e não havia volta.

— Você precisa pensar melhor nisso, está se deixando levar por algo que… — Lauren começou, mas não a deixei terminar.

Capturei seus lábios com os meus, sem pressa. Queria sentir seu sabor, explorar cada canto de sua boca com calma, absorver o desejo contido que ela tentava ignorar. Meu toque era firme, mas cuidadoso. Quando me afastei, nossas respirações estavam descompassadas. Mantive minha testa colada à dela, deslizando os dedos pela sua nuca, massageando suavemente.

— Lauren, pare de ser teimosa ao menos uma vez. — Minha voz saiu firme, sem hesitação. — Nos dê uma chance de ser algo além de um contrato.

Ela bufou, desviando o olhar e se afastando bruscamente.

— Por que estou grávida? — Lauren carregava frustração em seu tom. — Isso não deveria ser um motivo.

A segurei pelo rosto, minhas mãos firmes, mas não agressivas.

— Não. Porque você se arrepia quando me aproximo. — Meus polegares roçaram sua pele quente. — Seus batimentos aceleram, sua respiração fica irregular, seu corpo se entrega antes mesmo da sua mente processar o que está acontecendo. Por isso, Becker, você reluta contra o que sente.

Ela me encarou, seus olhos carregavam um brilho diferente. Havia receio, mas também um anseio profundo, uma batalha interna que ela tentava esconder.

— E o que eu sinto, Sr. Carter? — Ela falou baixo, hesitante. — Estou grávida. Pode ser os hormônios…

Respirei fundo, mantendo meu olhar fixo no dela.

— Lauren Becker, vou deixar as coisas bem claras para você. — Minha voz ficou mais baixa, mas carregada de certeza. Pressionei o polegar contra seus lábios carnudos, sentindo a maciez sob meu toque. — Você carrega o meu filho. Ambos me pertencem. Não me importam suas dúvidas, estou certo sobre isso.

Meu dedo deslizou contornando o desenho perfeito de sua boca. Ela suspirou, mas não disse nada. Apenas ficou ali, perdida no turbilhão de pensamentos que eu sabia que estava dominando sua mente.

Me afastei, ajustando minha postura.

— Agora descanse. Foque primeiro na sua recuperação e na do bebê. — Minha voz voltou ao tom de comando, sem espaço para discussão.

Me virei para sair, mas antes de cruzar a porta, olhei por cima do ombro.

— E, Lauren…

— Hum? — Lauren ergueu o queixo na minha direção, os olhos presos em mim.

Aproximei-me um pouco mais, sentindo sua respiração vacilar.

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