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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 92

POV: LAUREN

— Ele acha que é o pai. — Eu murmurei, perdida em meus próprios pensamentos, cobrindo a boca com uma mão trêmula.

Tudo o que Henry disse, suas ações e cuidados, suas palavras ainda ecoavam na minha mente. “Nos dê uma chance de ser algo além do contrato.”

Lágrimas deslizaram silenciosamente pelo meu rosto enquanto me encostava no travesseiro, minha mão instintivamente acariciando minha barriga. O peso da mentira que carregava se tornava insuportável.

— Você ainda pensaria assim se soubesse que meu bebê não é seu filho? — minha voz soou baixa e hesitante no quarto vazio. — Ainda gostaria de tentar se soubesse da verdade?

Um soluço escapou, e mordi a boca por dentro para me conter. Abracei minha barriga, um desejo sufocante de proteger meu filho do mundo e de toda a confusão em que eu havia nos metido.

— Se ao menos eu pudesse escolher quem seria o seu pai, meu pequeno… — Eu sussurrei, puxando o lençol para me cobrir, tentando encontrar algum conforto. — Eu deveria ter dito a verdade, fui uma covarde.

O cansaço pesava sobre mim. Fechei os olhos, mas o medo e a culpa continuavam ali, esmagadores.

— Me perdoe, meu bebê, por estar falhando tanto com você. — minha voz saiu fraca, quase inaudível.

Um aperto no peito me sufocou. A verdade era cruel. Eu queria aceitar a proposta de Henry, queria tê-lo ao nosso lado. Queria que meu filho crescesse com Theodor, como irmãos. Mas sabia que era impossível.

Henry Carter jamais assumiria o filho de outro homem. Para ele, isso era inaceitável. O que sentia por mim poderia ser apenas um desejo mal contido, algo que desapareceria quando ele soubesse a verdade.

E então? O que me restaria?

Adormeci com as lágrimas ainda molhando meu rosto. Meu sono foi inquieto, cheio de imagens perturbadoras.

Uma poça de sangue se espalhava aos meus pés. O choro de um bebê ecoava ao longe. Vi Henry com Theodor, os dois virando as costas e se afastando, deixando-me para trás.

Ethan surgiu diante de mim, segurando meu filho nos braços. Ao seu lado, Violet sorria com desdém. O olhar de Ethan era frio, cruel. Ele inclinou a cabeça para meu bebê e então disse, entre risos:

— Tarde demais para isso. Esse bastardo não te pertence mais, Lauren. Ele virá comigo.

Meu coração disparou, meu corpo inteiro tremia.

— Não! Devolva o meu filho! — Eu gritei, me debatendo, tentando alcançá-los.

Acordei sobressaltada, o peito subindo e descendo rápido, o terror ainda preso em minha garganta.

Mãos delicadas seguravam meus ombros, tentando me acalmar.

— Ei, amiga, calma. Você está bem. Eu estou aqui. — A voz familiar de Kate me trouxe de volta à realidade.

Piscando algumas vezes, senti os fios de cabelo grudados na testa pela transpiração. Kate afastou alguns deles do meu rosto, seu olhar preocupado.

— Kate? — Eu sussurrei, puxando-a para um abraço apertado. — O que você faz aqui?

Ela sorriu gentilmente, mas seu olhar era atento.

— Aquele mandão do seu chefe me ligou. — Ela suspirou. — Disse que tinha um carro me esperando lá embaixo e que eu deveria me apressar porque você precisava de mim.

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