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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 93

POV: LAUREN

— Você não pode permitir que ele se iluda com essa ideia.

Engoli em seco, desviando o olhar. Eu sabia que precisava dizer a verdade. Mas o medo da reação de Henry e do que isso significaria para mim e para o meu bebê me paralisava.

E se, depois de saber, ele simplesmente nos deixasse para trás?

— Eu sei, tá bem? — Eu respondi ríspida demais, olhando para o teto. — Eu não queria que ele descobrisse assim e muito menos que tirasse conclusões precipitadas, mas… Carter assumiu o papel tão facilmente, Kate. Havia felicidade na sua voz e na sua postura. Você precisava ver na ultrassom, ele quase chorou emocionado, aceitando meu filho como se fosse dele.

Kate segurou minhas mãos, suavizando a expressão.

— Amiga, eu entendo que você não queira magoá-lo ou desiludi-lo, mas… — Ela hesitou por um momento antes de continuar. — Você também está se apegando ao fato de que esse homem, que claramente mexe com você, não só te aceita, mas deseja esse bebê como dele. Algo que o verdadeiro pai jamais faria. Tem certeza de que é só pelo Carter que você não teve coragem de contar a verdade?

Engoli em seco. Meu peito apertou, e meus olhos se fixaram nela.

Kate tinha razão. Eu desejei tanto ser amada, queria tanto que meu filho tivesse um pai que o aceitasse e o amasse, que me agarrei ao fato de Henry ter ficado feliz. Me prendi à ideia porque, no fundo, eu temia outra rejeição.

Mas por quanto tempo poderia manter essa mentira?

— Kate, o que eu faço? — suspirei pesadamente, sentindo meu peito apertar. — Não queria ter mentido para ele. Deus, eu não queria nada disso que está acontecendo. Estou no limite com tudo!

Kate segurou minha mão e sorriu de leve, tentando me acalmar.

— Primeiro, você descansa e recupera sua saúde. — Sua mão deslizou até minha barriga, acariciando com cuidado. — Meu sobrinho precisa da mãe forte para protegê-lo. Depois, pensamos nisso.

Mordi o lábio, inquieta.

— E quanto a Carter? — Eu cocei as têmporas, sentindo a tensão pulsar na minha cabeça. — Não posso continuar com essa farsa. Ele precisa saber que não é...

— O que eu preciso saber, Sra. Becker? — A voz de Henry preencheu o quarto, grave e firme. Meu corpo travou no mesmo instante.

Ele estava parado na porta, os braços cruzados, a expressão fechada. Seu olhar afiado percorreu Kate antes de se fixar em mim.

— E então? — Ele arqueou uma sobrancelha, esperando.

Engoli em seco. Meu coração disparou, algo que foi comprovado pelo bipe acelerado do monitor ao lado da cama.

— É, eu… o bebê… — Minha voz falhou, minha mente incapaz de formular uma resposta convincente.

Os olhos de Henry se estreitaram, e ele deu um passo à frente, sua presença dominando o ambiente.

— O que tem o bebê? — Henry mudou seu tom, ficando mais sério. — Aconteceu algo enquanto eu estive fora?

Balancei a cabeça rapidamente.

— Não, é que… — Eu respirei fundo, sentindo minhas mãos suarem.

— Lauren acha que o bebê é uma menina e estava com receio de te dizer isso. — Kate interveio antes que eu pudesse falar qualquer coisa.

Virei para ela, arregalando os olhos em indignação, mas ela apenas deu de ombros, como se sua resposta fosse completamente natural.

Henry piscou lentamente, me observando com atenção.

— Era só isso? — Sua expressão suavizou levemente, mas seus olhos ainda me analisavam com cautela.

Assenti, sem saber o que fazer. Meu corpo ainda estava tenso, e a mentira de Kate parecia ecoar no ar como uma bomba prestes a explodir.

— Estávamos conversando sobre suas possíveis reações. — Kate continuou agora cruzando os braços. — Visto que mal o conhecemos direito.

Henry permaneceu em silêncio por um momento, seus olhos percorrendo cada detalhe do meu rosto.

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