Entrar Via

A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 95

POV: HENRY

Ofeguei ao sentir seu toque firme, sua mão quente envolvendo minha nuca, me mantendo imóvel diante do olhar penetrante que parecia atravessar minha alma. Meu coração batia rápido, meu corpo reagia à proximidade dele de uma maneira que eu não queria admitir.

Por que Henry estava agindo assim? O que ele realmente queria comigo?

— Henry… por que insiste tanto nisso? — Minha voz saiu baixa, quase hesitante. Eu tentei me afastar, mas ele apenas apertou um pouco mais sua mão em minha nuca, me mantendo exatamente onde queria.

Seu sorriso surgiu no canto dos lábios, cheio de mistério e algo mais que me fazia perder o fôlego.

— Você faz perguntas demais, Becker. — Sua voz era um murmúrio rouco e carregado de algo perigoso. — E, ainda assim, foge de responder as que eu faço.

Minhas mãos deslizaram instintivamente para seus ombros, sentindo o calor de sua pele por baixo do tecido da camisa. Meu peito subia e descia rapidamente, minha respiração estava completamente descompassada.

— Carter… — Eu engoli em seco, sentindo a tensão entre nós crescer. — Me deixe fazer uma única pergunta e, em troca, eu respondo o que quiser.

Seus olhos se estreitaram ligeiramente, avaliando minhas palavras, e um brilho travesso cintilou em suas íris azuis.

— Isso está ficando interessante. — Ele murmurou, seu polegar deslizando levemente contra a minha nuca. — Diga.

Respirei fundo antes de soltar as palavras que estavam presas na minha mente há algum tempo.

— Você mencionou o baile da faculdade… disse que ficou esperando por alguém. — Eu hesitei, analisando suas expressões.

O sorriso de Henry se desfez, sua expressão se fechou ligeiramente. Seus olhos analisavam cada detalhe do meu rosto, como se estivesse tentando decifrar algo.

— Continue. — Ele pediu, sua voz agora mais séria.

Meu peito apertou ao recordar aquela noite.

— No dia do meu baile de formatura, sofri um acidente a caminho da festa. — Minha voz vacilou um pouco ao lembrar da confusão daquele dia. — Acabei perdendo meu celular e fui parar no hospital… Meu pai havia sofrido um infarto, e eu nunca consegui entrar em contato com a pessoa que me esperava.

Minhas mãos tremeram levemente sobre seus ombros, e eu senti Henry prender a respiração. Ele não disse nada por alguns segundos. Apenas ficou ali, imóvel, me observando.

— Faça a pergunta, Lauren. — Seu tom era baixo, mas havia algo nele que fez meu estômago revirar.

Eu umedeci os lábios antes de soltar, quase sem voz:

— Aquele garoto doce, quieto e tímido, que me convidou para o baile através de uma carta… — Minha voz saiu hesitante, meu coração acelerando à medida que as peças se encaixavam. — Era você?

Henry permaneceu em silêncio por um longo momento, seu olhar fixo em mim, como se estivesse absorvendo minhas palavras, pesando cada uma delas antes de responder.

Então, ele murmurou por entre os dentes, quase como se estivesse falando consigo mesmo:

— Por isso você não apareceu… — Seu maxilar travou, e ele passou a língua pelos lábios antes de finalmente afirmar. — Sim, era eu.

Senti como se o ar tivesse sido arrancado dos meus pulmões. Me levantei de súbito, me sentando na cama, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO