Eu me sentei na cama, tentando controlar a respiração. Não me importei se minhas mãos estavam sangrando, se eu ainda tinha gosma daquela coisa em meu cabelo e em minha roupa.
Meu coração parecia prestes a sair pela boca e um enjoou sem tamanho me tomou, a bile subiu por minha garganta e eu trinquei os dentes tentando enviar o vômito para qualquer outro lugar.
— Que porra você estava pensando? Viu só o que causou? — a voz inconfundível de Peta retumbou através da porta e eu me concentrei nele. — Abra a porta agora, já vimos que não podemos confiar em você para mantê-la segura.
— Já disse pra se afastar dessa porta! Ninguém vai entrar aí até que eu tenha a certeza que qualquer ameaça tenha sido devidamente morta.
— Você não pode deixar a garota sozinha e trancada, especialmente depois de toda a merda que a fez passar. — Peta soava nenhum pouco amigável.
Eu só conseguia imaginar o que ele tinha passado paralisado no chão, impotente, sem poder fazer nada, nem mesmo se defender.
— É o melhor para ela, ao menos aqui ninguém vai conseguir atacá-la. — a voz de Quanah não vacilou, em nenhum instante e eu quase acreditei que estava mesmo. — Ela está segura.
— Segura pra quem? Sua concepção de segurança é uma merda. Ou você acha que ela está sorrindo atrás dessa porta, sozinha dentro do quarto, depois de ser atacada por criaturas que ela desconhece e quase ter perdido a vida, duas vezes no mesmo dia?
Ouvi um estrondo vindo do corredor e senti as paredes tremerem. Me aproximei ainda mais da porta e encostei o orelha contra a madeira, tentando ouvir qualquer coisa.
Tudo o que eu consegui ouvi foram rosnados e objetos se quebrando, madeira, vidro. Que merda estava acontecendo ali?
— Quem foi que a tirou de lá? — Quanah gritou.
— Não tente jogar essa porra pra mim, quando foi você que quis abrir a boate quando eu disse mil vezes que era uma estupidez!
— E ainda sim, no fim das contas foi o estúpido aqui que a salvou. Você estava no chão, paralisado e ela teria sido morta se não fosse por mim!
Quanah estava sendo injusto, ele tinha feito merda atrás de merda, desde o momento que cheguei aqui. E agora estava agindo como um filho da puta com o irmão.
Eu não esperei mais nenhum segundo, puxei a maçaneta e a porta imediatamente se abriu. Se dissesse que estava preparada para o que iria ver estaria mentindo, Quanah e Peta estavam enroscados no chão, em uma briga.
Os dois irmãos ergueram os olhos no mesmo segundo, Peta estava prestes a dar um soco no irmão, enquanto Quanah segurava seu pescoço em um mata leão.
— Acho que tudo já foi resolvido lá em baixo, já que vocês estão com tempo para brigar como crianças. — foi o que eu disse e os dois trataram de de afastar.
— Te mandei não sair desse quarto! — Quanah rosnou se erguendo do chão e me lançando seu olhar irado.
— Está sangrando! — Peta me alcançou com passos largos e segurou minhas mãos.
Ele analisou os cortes com os olhos cinzas, bem preocupados com meus machucados.

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