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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 12

Eu não conseguia acreditar no que tinha visto, meu cérebro se recusava a crer que ele estava mesmo fazendo aquilo.

Mas era ele, não tinha como negar, era Quanah ali no corredor, com uma mulher ajoelhada chupando seu pau, enquanto ele agarrava outra, beijando seu pescoço.

Não fazia nem duas horas que ele tinha me imprensado contra aquela mesma parede, e me fez gozar chamando seu nome.

E agora ele estava praticamente transando com duas mulheres, no mesmo lugar.

Entrei no quarto e fui direto para o banheiro, não queria que Peta me visse assim, na verdade não queria que ninguém me visse daquele jeito.

Já era patético de mais que eu tivesse me deixado levar pelo desejo uma segunda vez.

Agora ficar visivelmente afetada por ele era o fim da minha dignidade, se é que tinha me sobrado alguma.

Abri a torneira e enchi as mãos com água, jogando no meu rosto e tentando sumir com aquela confusão de sentimentos.

Eu estava com raiva, com nojo dele, com ódio de mim mesma. Queria quebrar a cara dele e a minha.

Como eu podia ter me deixado envolver por um homem como aquele? E pior não só uma vez, deixei que ele me tocasse depois do jeito escroto que me tratou na frente de todos.

Eu devia estar com algum problema, só podia ser. Isso não era normal.

Sequei meu rosto e me encarei no espelho, eu precisava deixar de ser boba. Estava na hora de encarar os fatos, Quanah Parker era um babaca, um pegador com uma ótima lábia e eu tinha caído como um pato.

Ouvi um barulho do lado de fora e decidi que era melhor voltar para o quarto, não fazia sentido ficar ali remoendo minha falta de sorte nessa vida.

Peta estava ao lado da porta, em sua posição habitual de soldado em alerta. Seus olhos se ergueram assim que fechei a porta atrás de mim.

Eu não queria ter de encará-lo depois da cena porno que acabei de ver, afinal era o irmão dele ali.

— Sinto muito, que tenha visto aquilo. Meu irmão é... Sem controle digamos.

Dei um sorriso sem graça e concordei com a cabeça. Tudo o que eu queria agora era deitar e dormir, esquecer qualquer coisa que aconteceu hoje.

— Você não tem culpa, talvez eu tenha por ter me deixado levar por um idiota. — me sentei na cama pensando como faria para mandá-lo embora dali, de forma educada. — De todo os lobisomens da face da terra, eu tinha que me envolver com o mais cafajeste de todos?

Ele pigarreou e eu ergui a cabeça a tempo de vê-lo tentando esconder seu sorriso.

— Na verdade tinha sim.

— O que? Como assim?

Mas minha pergunta nunca teve resposta, a porta foi escancarada naquele mesmo segundo e o homem a minha frente se transformou rapidamente.

Em questão de segundos os dentes deram lugar às presas, as mãos de transformaram em garras e seu corpo todo cresceu, se rasgando em uma fera gigante, com pelos cinza, tão claro quanto seus olhos.

— Sempre um doguinho a espreita. — uma voz distorcida, como se várias pessoas falassem ao mesmo tempo soou.

Uma névoa escura entrou pela porta antes que a mulher se mostrasse. Mulher não, criatura. Os olhos totalmente negros, sua boca parecia um longo rasgo quase até suas orelhas.

Mas eu ainda sim a reconheci, era as mesma mulher que estava há alguns minutos quase transando no corredor com Quanah...

— Quanah! — gritei, mas não houve resposta.

A névoa avançou pelo quarto e eu me levantei da cama, andando de costas atenta a cada um de seus movimentos. Peta se mantinham a minha frente, ele era bem maior do que eu, deveria ter quase dois metros em sua forma de lobo, mas ainda sim eu temia que ele não fosse capaz de lidar com elas, sim elas, a loira tão medonha quanto a morena, entrou no quarto.

O uivo que Peta deu estrondou as paredes a nossa volta, o chão pareceu estremecer com a potência. De alguma forma eu entendi que ele estava fazendo o mesmo que Flora tinha feito na estrada, estava chamando os outros.

— Ela é mesmo só uma criança. — a morena disse enquanto me olhava.

Suas mãos se ergueram e eu consegui ver sair das unhas longas mais névoa preta.

— Uma criança assustada.

Peta se ergueu ainda mais e atacou, vi o momento em que sua pata atingiu a criatura. As garras afiadas rasgaram seu rosto e ao invés de sangue, uma gosma preta jorrou.

Ele não esperou para se lançar sobre ela e enfiar as presas em seu abdômen.

— Cuidado! — foi tudo o que consegui gritar, antes que a morena tocasse em suas costas peludas.

Com sua unha ela fez algo com ele, algo que eu não era capaz de ver ou entender, mas que fez seu corpo paralisar. Peta cambaleou para trás e eu corri, não sabia o que era aquilo, mas não ia esperar para descobrir.

Peguei a cadeira que estava mais próxima e acertei nela, o impulso da bancada a jogou contra a parede. Mas parecia ser tarde de mais para o grandão. Me abaixei ao seu lado e observei seus olhos e sua boca estavam abertos, mas conseguia ver seu peito subir e descer com sua respiração.

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