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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 18

Eu entrei dentro do quarto, obedecendo as ordens de Quanah e de Peta. Os dois lobos tão iguais fisicamente, mas tão diferentes no resto.

As palavras deles não saiam da minha cabeça. A criatura tinha uma devoção por mim, mas como me conhecia? E porque mandou que matassem meu filho? Se ele queria apenas meu poder porque não me matar, como tinha feito com as bruxas do passado?

Eu achei que quando conseguisse conjurar tudo faria mais sentido pra mim, que as coisas iriam ficar mais claras. Mas tudo estava ainda mais confuso, ainda mais sem respostas.

Olhei a cama, ainda molhada depois da loucura e sonho. Eu tinha feito aquilo? Ou foi a criatura? A outra Bridget já estava morta, só conseguia me contatar através de sonhos pq era minha ancestral. Mas e ele, como conseguiu entrar no meu sonho?

Meus pensamentos foram longe, as perguntas estavam brotando como em ondas. Quanto mais eu aprendia sobre mim mesma e sobre esse mundo, menos eu parecia saber.

Mas agora eu não conseguia deixar de pensar que talvez, só talvez, a criatura tivesse aparecido no meu sonho e me ajudado a conjurar pela primeira vez, para me fazer matar aquelas bruxas lá em baixo.

Se de alguma forma ele soube que elas estavam reunidas, bem aqui, foi a chance perfeita. Me fazer perder a paciência com as mentiras e causar aquilo, era o que ele queria?

"Ela é o próprio demônio!" a voz ressoou em minha mente, me causando repulsa. Talvez seja isso mesmo que eu sou, o próprio demônio.

Eu matei um homem sufocado, tinha atirado minha melhor amiga do outro lado da sala, Agnes acabou se queimando, tentando passar pelo fogo para alcançar a filha.

Com isso em pensamento eu sai do quarto, não me importando com o que poderia acontecer, com as ordens que me deram, nada disso importava, eu só precisava me certificar de como minha amiga estava.

Peguei o elevador e me perdi no térreo, eu sabia que tinham muitas salas, mas não tinha nem ideia de qual delas era a enfermaria.

Todos os corredores pareciam os mesmos, e a falta de sinalização nas portas estava acabando comigo.

— Fugindo tão cedo? — uma voz pouco conhecida me alcançou. — Pensei que ia nos presentear mais com sua presença ilustre.

— Seth! Que bom que eu te encontrei, não tenho ideia de para onde tenho que ir até a enfermaria.

Seu olhar rapidamente mudou, assumindo um ar de preocupação.

— O que você tem? Está ferida? É o bebê? — ele questionou desesperadamente, mexendo meu corpo de um lado para o outro.

— Não, não. Eu estou bem, estamos bem! — respondi de pressa, antes que ele decidisse chamar outras pessoas. — Eu só queria visitar a Alice.

Seth suavizou o vinco na testa e me deu um sorriso calmo. O garoto era lindo, eu tinha que confessar e aquele sorriso acalmava a qualquer um.

— Ela ainda não acordou, usaram um sedativo forte, provavelmente ela só volta amanhã. — ele segurou em meus ombros e me puxou para fora do corredor. — Me parece que você precisa de um pouco de ar puro, vem vamos dar um volta.

Olhei o caminho que ele apontava, o corredor iluminado pela luz que vinha do lado de fora, o calor do sol aquecendo entrando pela janela, aquecendo tudo em volta. Era tentador, parecia fazer uma eternidade desde que eu vi o sol.

Mas eu ainda tinha que ser racional, não podia sair e colocar em risco minha vida e a vida do meu bebê.

— Por mais que eu queira, eu não posso, sabe que é perigoso.

— Não aqui, o chefe fez um bom trabalho triplicando a segurança no nosso território, você vai estar segura lá fora. — ele me estendeu a mão, mas eu ainda estava desconfiada. Se estava segura lá fora, porque Quanah insistia que eu ficasse dentro do quarto? — Sei o que está pensando, mas ele reforçou todo o perímetro, ninguém vai entrar aqui agora.

Seth me assegurava a que não tinha nenhum perigo, tanto nas palavras quanto no olhar, então o fiz o que eu queria e sai dali.

O sol não me recebeu, aquecendo minha pele em segundos, o calor ali fora não se comparava em nada com o clima lá dentro.

Foi inevitável tirar um minuto e fechar os olhos, para aproveitar o sol.

— Não tinha ideia que o dia estava tão quente. — murmurei antes de voltar a andar.

— Você precisa curtir um pouco. Chega de só ficar se preocupando com tudo.

Eu queria que fosse fácil assim, como queria que desse simplesmente para apenas esquecer tudo o que aconteceu e o que continua a ameaçar nossas vidas.

Seth me levou além das ruas que tinham entorno da boate, caminhamos conversando até depois que alcançamos as árvores altas. Eu estava tão distraída com a conversa fácil, que fluía entre nós dois, que demorei tempo de mais para me dar conta de que estávamos longe de mais.

— Você tem certeza de que ainda estamos na reserva? Nós já andamos bastante, faz um tempo que não vejo ninguém.

Ele não me respondeu apenas continuou andando, seguindo mata a dentro, como se eu não tivesse dito nada.

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