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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 22

Eu me espreguicei na cama, procurando por um corpo a mais ali, mas não encontrei nada além dos lençóis frios.

Não sei porque pensei que ele estaria ali como da primeira vez que dormimos juntos. Era besteira pensar que ele estaria ao meu lado me esquentando e esperando por mais.

Depois de todo sexo quente no chuveiro, ele me ajudou a me secar e nós deitamos na cama.

Eu senti falta de outra coisa, era até ridículo admitir, mas acho que tinha me acostumado a ter meus sonhos invadidos por outras pessoas. Fosse lá como chamassem, visões ou sonhos, estranhei que ninguém tivesse atrapalhado meus sonhos.

Especialmente a coisa que estava atrás de mim, depois de tudo o que fez ontem, depois de ter tentado me levar para longe e de ter se aproveitado por estar no corpo de Seth para me beijar, eu achei que ele apareceria em meus sonhos.

— Não vou voltar! Não até toda essa merda ter acabado. — ouvi a voz de Quanah vindo da sala.

O lugar não era tão grande, então ele nem podia me culpar por ouvir sua ligação.

Me ergui da cama com pressa e me enrolei no lençol, corri até a porta na ponta dos pés para conseguir ouvir melhor.

— Ela está a salvo aqui, a cabana está protegida, ninguém pode entrar aqui, nem mesmo o espírito daquela coisa. — eu não tinha ideia de com quem ele estava falando, mas dava pra ver que ele estava irritado, andando de um lado para o outro, com as mãos no cabelo. — Não, ela não precisa aprender a usar os poderes dela, não vou deixá-la lutar, não importa a merda que digam!

Ele não tinha o direito, não podia me prender aqui e me impedir de aprender a controlar meus poderes. Se era me proteger que ele queria, sabia que eu precisava aprender a usar toda a magia que pudesse, só assim eu conseguiria derrotar qualquer coisa que atentasse contra mim e contra a vida do meu filho.

— Essa é minha decisão Quanah! Bridget vai ficar aqui, comigo, onde é seguro. — então era com seu irmão que ele estava falando, era de se esperar. — Só preciso mantê-la aqui até o bebê nascer, depois disso ela é livre pra fazer o que bem entender e eu serei responsável pela proteção do meu filho.

Meu sangue ferveu no mesmo instante que ouvi essas palavras, não consegui me segurar e marche firme pela sala até parar a sua frente.

— Pode mudar seus planos, se está pensando que eu vou deixar meu filho com você, está muito enganado! — dei ênfase no meu, pois se ele achava que podia declarar meu filho como sendo dele, estava muito enganado.

Quanah me olhou de cima a baixo, não havia nada de sexual em seu olhar, apenas tédio e raiva.

— Ligo depois. — ele desligou e continuou a me encarar.

Já não havia mais a áurea sedutora ou amigável que fosse, seus olhos estavam faíscando enquanto os meus já estavam pegando fogo.

— Que eu saiba você nem ao menos queria esse filho, tentou me colocar pra fora da sua casa assim que coloquei o pé lá. — gritei a verdade, o faria engolir cada palavra se fosse preciso. — Agora quer dar uma de bom moço? De pai interessado no filho?

Ele engoliu seco, vu sua dificuldade em digerir a verdade nua e crua que havia em minhas palavras. Se havia uma coisa que ele não podia mudar, eram os fatos.

— Você não sabe do que está falando menina, não tem ideia de nada do que se passa no nosso mundo. — Quanah desviou os olhos dos meus, como se procurasse algo nas paredes, então voltou a me encarar. — Se eu precisar fazer sacrifícios, meu filho não será um deles.

— E você acha que eu sacrificaria meu filho? Acha que eu abriria mão dele? — Apertei ainda mais firme o lençol em volta do meu corpo, sentindo a raiva transbordar em minhas veias. — Diferente de você eu o protegi desde o segundo que soube de sua existência. E vou continuar fazendo isso.

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