Bridget estava evoluindo, estava aprendendo a controlar seus poderes, tomando o controle da magia que existia dentro dela. Mas com isso seu poder crescia a cada dia, parecia que quanto mais ela o dominava maior ele ficava.
Isso não deveria ser um problema, ela se tornar a bruxa mais poderosa e que não precisava de um feitiço, bastava uma ordem e a coisa acontecia, porém eu era um dos poucos a pensar assim ai.
As bruxas estavam em polvorosa, aquelas mulheres e homens podiam pensar que sabiam esconder bem o que estavam tramando, mas não sabiam, Peta e eu já tínhamos escutado conversas em que a palavra “ameaça” “sem controle” “perigo” eram relacionadas a Bridget e seu poder. E foi por isso que resolvemos colocar homens na cola deles vinte e quatro horas por dia, se eles estavam planejando algo contra ela saberíamos antes de tudo.
Ainda não tínhamos conseguido descobrir quem era o pai dela ou seja, não sabíamos com quem iriamos lutar, eu estava realmente preocupado com o que estávamos enfrentando e quando ele atacaria, Bridget podia ser forte e seu pai temia que ela iria derrotá-lo, mas não sabíamos a quem ele se aliaria, ou quando ela estaria pronta para enfrentá-lo.
— Posso saber por que está tão sério assim? — a voz dela me trouxe de volta dos meus pensamentos.
Bridget estava apenas com a cabeça para dentro do meu escritório, os cabelos estavam soltos e molhados, o que me dizia que ela provavelmente tinha acabado de tomar banho e descer para o café.
— Eu sou sério assim sempre.
Ela entrou na sala fechando a porta atrás de si antes mesmo de falar qualquer coisa, Bridget contornou a mesa e se sentou no meu colo. Aquilo estava se tornando um hábito e eu não podia reclamar, era a primeira vez que eu sentia como um homem normal, não alguém que as pessoas esperavam algo ou até mesmo que só acompanhavam por obrigação.
— Não, você só é sério assim quando algo muito sério está acontecendo. — sua mão deslizou por meus ombros até estarem em minha nuca. — Eu te conheço bem lobinho.
— Lobinho? Essa é nova, de onde veio isso?
— Você me chama de bruxinha, acho mais do que justo.
Sacudi a cabeça e sorri, vê-la tão espontânea assim era ótimo, eu ficava aliviado e ao mesmo tempo feliz por saber que ela estava sendo feliz ao meu lado, feliz enquanto carregava nosso filho, tão diferente de tudo o que eu tinha visto enquanto eu crescia, diferente de tudo o que eu tinha vivido.
Segurei seu rosto e a beijei, devagar meus lábios dominaram os seus, nossas línguas se entrelaçaram e Bridget gemeu se remexendo em meu colo, me fazendo segurá-la mais firme pelo quadril.
— Lobinho... — ela sussurrou entre os beijos, mas eu não dei tempo para que ela falasse. — Lobi... — Bridget arfou quando virei seu quadril depressa e a coloquei montada em mim. — Quanah não! — gritou e colocou as mãos em meus ombros, me impedindo de continuar.
— O que? — questionei ofegante.
— Você está fazendo isso pra me distrair, mas não vai conseguir! — ela era esperta de mais ou estava começando a me conhecer muito bem. — Vamos logo, o que está acontecendo?
Respirei fundo sabendo que ela estava certa, mas não queria encher sua cabeça com problemas quando ela já tinha muitos para lidar.
— Só estou pensando que ainda não descobrimos quem é seu pai, Peta e os outros acham que devíamos voltar a falar com Louis...
— O vampiro? — eu apenas concordei com a cabeça. — Mas Seth disse que vocês não tem uma relação amigável, então estará indo lá só correr riscos sem ter uma certeza se encontrará respostas.
— Seth tem que aprender a manter a boca fechada. — aquele garoto não tinha limites. — A história nos tornou arque inimigos, mas os tempos são outros e Louis e eu já nos conhecemos há um bom tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Bruxa e o Alfa