Se alguém me dissesse que eu estaria viajando com dois lobisomens, em busca de um vampiro, para conseguir respostas sobre meu pai, que também era um sobrenatural muito poderoso, eu diria que a pessoa estava seriamente louca e precisava ser internada.
Mas ali estava eu na caminhonete com Quanah e Peta, em direção as montanhas onde Louis estava.
— Não sabia que você tinha um carro, achei que andasse sempre de quatro. — debochei e me segurei para não explodir em uma gargalhada.
Mas Peta não foi tão discreto assim no banco de trás e explodiu em uma risada.
— Muito engraçado, vamos ver quem vai andar de quatro quando chegarmos. — eu engoli em seco com sua ameaça, mas não pude evitar de sentir um pulsar entre minhas pernas. — Nós temos carros e motos, embora eu prefira viajar a pé, mas já que você gentilmente insistiu em vir comigo eu tive que aceitar isso aqui.
— Agradeça a mim por estar sentada confortável agora, pois se dependesse do meu irmão estaríamos viajando em motos, sendo que era a ultima coisa que uma mulher gravida precisava. — Peta falou e eu sorri, Quanah podia ser o mais velho, mas com certeza não era o mais ajuizado.
— Ahh você é o meu herói Peta, minha bunda agradece por não chegar lá quadrada.
A viagem era longa e eu agradeci aos dois por me distraírem durante o caminho, toda aquela conversa furada me ajudou a manter minha cabeça longe dos problemas, eu já estava ansiosa de mais em descobrir mais do meu passado, mais sobre quem eu era.
Não demorei a pegar no sono, também não era de se espantar depois de todos os dias de treinamento incessante dos últimos dias e da noite passada sem dormir, eu estava muito exausta.
Eu sentia que a cada dia que meu poder crescia junto com minha evolução, mais cansada eu ficava. Era quase como se ele estivesse sugando minha energia cada vez que eu exigia mais dele.
Claro que eu não tinha contado isso a ninguém, Alice e Quanah eram os que mais estavam por perto enquanto eu treinava e ninguém sabia, especialmente o homem com quem eu dividia a cama. Se eu contasse isso pra ele era capaz dele me prender e interromper os treinos ou até arrumar um jeito de me fazer parar de usar os poderes.
— Cuidado. — ouvi uma voz sussurrar, mas olhei para os lados e não achei ninguém.
Mas tudo era diferente, eu estava de volta aquela clareira no meio da floresta.
— Quem está ai? — gritei tentando achar alguém entre as arvores.
— Isso é um aviso, cuidado! — então eu reconheci a voz, era ele novamente, não confundiria aquela voz nunca mais.
— Koschei sei que é você! — gritei, mas ainda não conseguia ver ninguém. — Mostre a cara Nikolai.
— Pensei que você tinha dito que não queria me ver mais. — ele surgiu na minha frente com apenas um soprar das folhas.
— Disse para ficar longe e isso inclui os sonhos também. Então me diga o que está fazendo aqui? — meu corpo não se arrepiou ou se retesou como eu esperava que acontecesse, mas não ficou, parecia que era um velho conhecido ali na minha frente.
— Eu não estou perto de você, embora devesse, mas estou respeitando seus desejos. — engoli em seco e tentei não dar ouvidos ao que ele tinha dito, precisava me concentrar. — Vocês estão correndo perigo, estão indo para uma emboscada.
— O que? Como você sabe para onde estamos indo?

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